Continue orando por Mianmar

Os confrontos com os militares continuam e novas mortes foram registradas

Pelo menos 38 pessoas morreram ontem, 3 de março, em Mianmar.  O dado indica o maior número de mortes desde que o governo militar tomou o poder no início de fevereiro. Até agora, um total de 52 pessoas foram mortas durante protestos e agitações no país. Os parceiros da Portas Abertas locais continuam monitorando de perto a situação dos cristãos, à medida que as manifestações e a violência aumentam.

"Faz um mês que os militares e os manifestantes não mostram sinais de recuo. À medida que a instabilidade cresce em Mianmar, também cresce nossa necessidade de orar. Com a crescente violência, os cristãos continuam presos no meio desta confusão, e estamos preocupados com a segurança deles", conta um parceiro. 

Como ser igreja em meio ao golpe?

Os parceiros em Mianmar acrescentam que os cristãos estão se adaptando a sua nova realidade. "Com restrições crescentes, on-line e off-line, com apagões na internet e toques de recolher noturnos, os cristãos estão encontrando diferentes maneiras de ser sal e luz neste momento e continuar encorajando uns aos outros", compartilha.

Daisy, uma colaboradora da Portas Abertas, diz que muitas igrejas nas principais cidades pararam temporariamente as reuniões físicas e on-line, mas nas áreas montanhosas, os serviços continuam. "A igreja está fechada em Yangon, Mandalay e outras grandes cidades, enquanto igrejas nas aldeias e áreas remotas montanhosas, como nas Colinas de Naga, continuam os serviços. Já as igrejas no estado de Kayah pararam de se reunir à noite por causa das restrições do toque de recolher." 

“Todo mundo está com medo, principalmente após as manifestações. Eu estava em culto com apenas algumas pessoas, mas eu tinha medo de que as autoridades viessem e parassem a adoração. Estamos nos tornando cada vez mais cuidadosos. Temos um programa de estudo bíblico para pastores de áreas remotas que continua uma vez por semana on-line. A conexão nem sempre é estável, mas continuamos", acrescenta outro parceiro em Mianmar.

Pedidos de oração