Militares tomam o poder em Mianmar

Os cristãos do país temem pela perseguição vinda dos líderes do exército

Os militares de Mianmar detiveram a líder reeleita Aung San Suu Kyi em uma aparente tentativa de golpe de Estado ontem, dia primeiro de fevereiro, por suposta fraude eleitoral. Diante desse cenário, os parceiros da Portas Abertas na Ásia se preocupam com o bem-estar dos cristãos, principalmente nos estados de Chin, Kachin e Shan. 

“À medida que os militares tomaram o poder e detêm os líderes do país, todas as linhas de comunicação como telefone e internet foram cortadas. Os canais de TV também não estão disponíveis, exceto para o canal militar e os bancos também foram fechados em todo o país devido à falta de serviço de celular. Estamos isolados de nossos contatos dentro do país, mas estamos fazendo o nosso melhor para monitorar a situação”, conta um parceiro no local.

A presidente Suu Kyi representa a Liga Nacional da Democracia (NLD), que venceu as eleições em novembro de 2020. A principal líder e outros membros da NLD foram presos ontem de manhã pelas forças do Estado. Mianmar esteve sob a guerra civil durante os anos de 1994 e 2001, e a transição para a democracia tem sido lenta.

A perseguição aos cristãos em Mianmar

Nas últimas décadas, a perseguição aos cristãos, especialmente nos estados Chin e Kachin, tem sido sistêmica. Quase 90% da população nessas áreas é cristã, e os militares budistas de Mianmar realizam perseguição e abusos contra os seguidores de Jesus, fechando igrejas e agredindo quem não renuncia a fé.

“Os cristãos enfrentam requisitos mais difíceis ao se candidatarem a serviços governamentais. As queixas encaminhadas à polícia pelos seguidores de Cristo são ignoradas na maioria dos casos. Os cristãos também têm menos acesso a empréstimos e benefícios estatais do que cidadãos não cristãos. Mesmo em regiões de maioria cristã, as autoridades são frequentemente budistas”, conta o parceiro.

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