Violência sexual contra cristãs como tática de guerra

Portas Abertas trabalha para a cura e restauração das mulheres cristãs vítimas de violência

As consequências de uma guerra vão além da destruição física de uma cidade, elas afetam diretamente os moradores do local. Em diversos casos, a violência sexual também é utilizada como tática para enfraquecer e humilhar os “inimigos”, então os prejuízos emocionais dificultam ainda mais a vida dos sobreviventes. Por isso, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Internacional para Eliminação da Violência Sexual em Conflito.

Na Nigéria, os conflitos entre o governo e os radicais do Boko Haram têm feito muitas vítimas. Uma delas é Charity, que foi sequestrada em 2014 pelos extremistas e passou mais de três anos em cativeiro. A cristã foi capturada em Gwoza, no estado de Borno, que fica ao norte do país, logo após dar à luz ao primeiro filho. O marido dela conseguiu fugir na ocasião. “Eles me forçaram a casar com um muçulmano e me obrigaram a orar de maneira islâmica. Sempre que lavava os pés e o rosto (antes da oração), diziam: Não é assim que se faz. Chorava e dizia a eles: Meu pai e minha mãe não eram muçulmanos. Eu nasci em um lar cristão. Como poderei fazer como vocês fazem?", testemunha Charity.  

Quando completou um ano e meio de sequestro, a cristã engravidou. Por isso, ela e o “marido” tiveram ainda mais conflitos, um deles era a proibição de procurar trabalho, o que só aumentava a situação de miséria em que viviam. Logo após o nascimento de Rahila, a cristã foi liberta pelo exército nigeriano. A cristã e o bebê foram encontrar os familiares no campo de deslocados em Maiduguri, mas a recepção não foi a que esperava. O esposo culpou Charity por ter dado à luz uma menina de outro homem, por isso os parentes e vizinhos a espancaram e zombaram dela.

Cura que devolve a esperança

Neste período, a Portas Abertas convidou a jovem para se juntar a outras sobreviventes no centro de aconselhamento pós-trauma para mulheres. “Desde a primeira vez que vim aqui fui ajudada e encorajada. Obrigado por virem à Nigéria, por orar por mim e enviar recursos para nos ajudar”, agradece. O material dado para apoiar Charity foi lido pelo marido dela também e a consequência disso foi a mudança de postura em relação a Rahila. Ele passou a cuidar da criança como uma filha legítima. Mais tarde, a cristã engravidou novamente e teve gêmeas: Alheri, que significa “graça” e Salema, que é traduzido como “paz”.

Charity precisa das nossas orações novamente, pois o marido dela faleceu há pouco tempo de insuficiência renal e agora ela é a única provedora das necessidades dos seis filhos no campo de deslocados internos. Interceda para que o Senhor dê consolo e supra todas as necessidades da cristã e dos filhos dela.

Apoie cristãs na Nigéria!

Assim como Charity, muitas irmãs nigerianas precisam ser curadas dos traumas pelas perdas de maridos, filhos, casas e igrejas. Contribua com a Portas Abertas e permita que mais pessoas participem do aconselhamento pós-trauma no território castigado pela ação de extremistas islâmicos.