Um ano do ataque de extremistas islâmicos a Marawi

Em ataque que tinha por alvo os cristãos, 40% da cidade foi destruída e 98% da população foi deslocada

| 24/05/2018 - 00:00

Colaborador da Portas Abertas ora por cristão filipino (Imagem ilustrativa)

Colaborador da Portas Abertas ora por cristão filipino (Imagem ilustrativa)


Os habitantes da cidade de Marawi, no sul das Filipinas, estão tentando reconstruir suas casas e vidas um ano após a cidade ter sido invadida por militantes islâmicos. Em 23 de maio de 2017, militantes do grupo Maute, afiliado ao Estado Islâmico, tomaram Marawi. Em cinco meses de confrontos entre os militantes e forças do governo, 40% da cidade foi destruída e 98% da população, deslocada.

Terroristas invadiram casas e incendiaram prédios, entre eles uma catedral e uma faculdade protestante. Também fizeram reféns uma dúzia de cristãos, entre eles um líder cristão. Os cristãos foram o principal alvo dos extremistas. De acordo com Aysha*, da equipe da Portas Abertas, muitos cristãos foram mortos naquela época. “Pediram a oito cristãos para recitar duas orações muçulmanas (shahada e al-fatiha), e quando se recusaram, atiraram neles e colocaram placas em seus corpos dizendo que eram traidores”, diz.

Reconstrução de casas e vidas

Desde que o governo liberou a cidade, em outubro, aproximadamente 3 mil casas estão esperando para ser reconstruídas, enquanto cerca de 50 mil pessoas estão morando em abrigos temporários. O custo estimado para a reconstrução da cidade é de 1 bilhão de dólares (cerca de 3,6 bilhões de reais). A cidade está cercada por cordões de isolamento

Aysha está envolvida em ajudar as pessoas não somente a reconstruir suas casas, mas também suas vidas. “Muitas pessoas perderam o emprego por causa da guerra, então é muito importante como vamos responder a isso. É seu sustento diário que está em jogo. Se não têm trabalho, não têm comida para comer”, observa. No entanto, ela ressalta ainda que o mais desafiador é ajudar os cristãos de Marawi a ficar e alcançar seus vizinhos com as boas novas, apesar do que aconteceu. “Para mim, essa é a parte mais dolorida – ir ao encontro daqueles que causaram a morte e destruição de seus amados e levaram embora sua vida normal”, afirma.

Apesar de Filipinas ser um país de maioria cristã, a ilha de Mindanao, no sul do país, onde está localizada Marawi, é majoritariamente muçulmana e abriga vários grupos extremistas. Esses grupos têm lutado pela independência da ilha nos últimos 40 anos, esperando criar um estado islâmico independente. Mesmo assim, cristãs e muçulmanos conviviam pacificamente na cidade. Durante e depois da guerra, há relatos de como eles ajudaram um ao outro. Continue orando pela reconstrução da cidade, das casas e das vidas.

*Nome alterado por segurança.

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