Turquia amplia supervisão de conteúdo no país

O país ocupa a 26ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2019, e cristãos precisam das nossas orações

Segundo o Diário Oficial da Turquia, divulgado pela mídia internacional, o país concedeu ao órgão de fiscalização de rádio e televisão uma supervisão abrangente de todo o conteúdo on-line veiculado na nação, incluindo plataformas de streaming. A medida obriga todos os provedores de conteúdo a obter licenças de transmissão da RTUK, que supervisionará as informações disponibilizadas à população. Apesar de sua grandeza em conexões culturais, a Turquia é um país extremamente fechado ao evangelho.

Neste novo cenário, além dos serviços de assinatura, os veículos de notícias on-line gratuitos, que contam com publicidade para suas receitas também estarão sujeitos às mesmas medidas. “O objetivo é estabelecer métodos e princípios para regulamentar a apresentação e prestação de serviços de radiodifusão, televisão e por demanda”, diz a publicação oficial. Para os cristãos, essa mudança é um alerta, afinal, a Turquia é o único país do mundo onde a religião oficial, o islamismo, está totalmente combinada com o nacionalismo feroz.

As principais fontes de perseguição contra cristãos na Turquia são funcionários do governo. Em geral, a opinião é que um verdadeiro turco deve ser muçulmano. Em um nível mais local, há uma forte oposição das famílias sobre os convertidos ao cristianismo, pois deixar o islamismo é trair a identidade turca, islâmica e da família. Esse tipo de opressão é vista como "normal" e dificilmente é relatada ou documentada, a menos que haja violência física.

A Turquia está atualmente passando por uma mudança gradual de um país estritamente secular para um país baseado em normas e valores islâmicos. A supervisão de conteúdo, portanto, é apenas mais uma estratégia de controle contra cristãos no país. Os não muçulmanos são silenciosamente banidos de empregos na burocracia estatal e nas forças de segurança. Quando se alistam para o serviço militar, por exemplo, sua filiação religiosa é observada por seus superiores e também há um "controle de segurança". 

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