Suicídio de pesquisador indiano agita o país

| 11/03/2016 - 00:00


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De acordo com informações do Turkish Daily Zaman, no mês de janeiro, Rohith Vemula, um PhD da Universidade de Hyderabad, cometeu suicídio, no estado de Telangana, na Índia, o que causou um grande impacto entre os indianos. Sua morte ocorreu após uma controvérsia que se estendia ao longo de vários meses, desde que a universidade supostamente parou de lhe fornecer uma bolsa de 25 mil rupias indianas, porque ele foi encontrado protestando contra a pena de morte de Yakub Memon, autor intelectual de atentados em Mumbai e executado no dia 30 de julho de 2015.

Os ataques foram atribuídos aos membros da comunidade muçulmana, que supostamente queriam se vingar das mortes de muçulmanos nos confrontos religiosos ocorridos meses antes. Yakub Memon, que fazia parte de um grupo de 11 condenados pelos atentados, foi o único punido com a pena de morte. Os demais pegaram prisão perpétua. Ele tinha 54 anos, era profissional de contabilidade e proclamou sua inocência durante todo o processo, o que gerou simpatia entre as associações de defesa dos direitos humanos e de um ex-juiz da Suprema Corte.

O suicídio de Vemula, o jovem pesquisador dalit também gerou uma onda de protestos contra discriminação por castas. Ele foi muito conhecido por fazer parte do grupo de ""intocáveis"" do sistema de castas hindu. Ele era líder do Ambedkar (Associação de Estudantes da Universidade de Hyderabad) e buscava promover uma luta pelos direitos dos dalits. Segundo a mídia local, em sua morte, ele alcançou um status que jamais poderia imaginar, se tornando um herói nacional. ""A morte de Vemula despertou a consciência de mais de 300 milhões de pessoas que pertencem às castas mais baixas, entre eles, membros de comunidades tribais e cristãs, que sofrem preconceito duplo"", explica um dos analistas de perseguição.

Na Índia, o país que ocupa a 17ª posição na Classificação da Perseguição Religiosa deste ano, existe uma declaração que afirma que o sistema de castas não existe mais. ""Na verdade, o sistema de castas está restringindo muitas pessoas e é onipresente, mesmo dentro da igreja. Muitos cristãos vêm das castas mais baixas e recebem o mesmo tratamento discriminatório que levou Vemula a cometer suicídio. Como esse sistema é uma parte integrante da agenda de radicais hindus, os cristãos devem se preparar para enfrentar reações violentas por parte do governo"", alerta e conclui o analista. Ore pelos cristãos indianos.

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