Sri Lanka em estado de emergência

O presidente do Sri Lanka declarou estado de emergência depois que manifestantes tomaram as ruas em 31 de março

| 05/04/2022 - 16:00

Mesmo com os cortes de energia elétrica, nossos parceiros locais continuaram os treinamentos no Sri Lanka usando lanternas recarregáveis

Mesmo com os cortes de energia elétrica, nossos parceiros locais continuaram os treinamentos no Sri Lanka usando lanternas recarregáveis


A Portas Abertas convoca o corpo de Cristo global a orar pelo Sri Lanka, pois o país está mergulhado em estado de emergência devido a uma crise econômica. A violência irrompeu entre cidadãos e autoridades locais devido a constantes cortes de energia, aumento dos preços do gás e escassez de alimentos. “O país está um caos total. Os cristãos não estão isentos dos efeitos da crise – pastores em nossa rede têm nos ligado pedindo ajuda para sobreviver”, diz Sunil (pseudônimo), um parceiro local da Portas Abertas.

No dia 1º de abril, o presidente do Sri Lanka declarou estado de emergência no país depois que pessoas tomaram as ruas que levavam à residência presidencial na noite anterior, 31 de março. O estado de emergência permite que as autoridades façam prisões sem mandados, revistem e apreendam propriedades, suspendam leis e emitam ordens que não podem ser questionadas em tribunal.

Com a hashtag #GoHomeGota inundando as plataformas de mídia social, a população exigia que o presidente do Sri Lanka, Gotabaya Rajapaksa, renunciasse ao cargo. “Os protestos estão atraindo multidões cada vez maiores. Longas filas para cilindros de gasolina tornaram-se uma visão comum e as pessoas estão lutando para sobreviver à medida que a inflação dispara. Os cortes diários de energia duraram até 13 horas por dia na semana passada, interrompendo a vida cotidiana das pessoas”, compartilha Sunil.

A crise econômica no Sri Lanka levou as pessoas a fazerem filas quilométricas para comprar gás de cozinha 

O que levou ao estado de emergência?

O que começou como um protesto logo se tornou violento quando a polícia retaliou lançando gás lacrimogêneo e disparando canhões de água contra as pessoas. Posteriormente, a polícia prendeu 54 manifestantes, alguns dos quais foram rotulados de “extremistas” pela mídia do presidente. Mas as pessoas, independentemente de etnia, religião e status socioeconômico, expressaram solidariedade aos manifestantes. Após as prisões, advogados compareceram à delegacia para prestar assistência jurídica gratuita.

Às 18h de sábado, 2 de abril, o presidente emitiu uma ordem exigindo um toque de recolher em toda a ilha até as 6h do dia 4 de abril (segunda-feira). No domingo (3), houve um apagão nas redes sociais. No entanto, isso não pôde impedir alguns dos protestos planejados. Enquanto o toque de recolher ainda estava em vigor, muitas pessoas saíram de casa em protesto pacífico.

Ontem, a Aliança Evangélica Cristã Nacional do Sri Lanka (NCEASL, da sigla em inglês) divulgou um comunicado expressando “profunda preocupação com os recentes desenvolvimentos no país, particularmente a declaração de estado de emergência”. A NCEASL pediu ao governo para “desistir de impor restrições a protestos pacíficos” e o encorajou a “revogar o estado de emergência e priorizar encontrar soluções viáveis” para a crise econômica.

Como os cristãos são afetados pelo estado de emergência?

Os cristãos não ficaram isentos dessa luta para sobreviver. Muitos cristãos em locais onde há perseguição pertencem a famílias de baixa renda, que foram as mais afetadas por essa crise econômica. “O custo de vida disparado deixou as pessoas lutando para sobreviver. Ter leite em casa virou um luxo, e ter gás, uma raridade. Muitas pessoas estão sobrevivendo com o que têm”, compartilha Sunil.

O trabalho dos parceiros locais da Portas Abertas também enfrentou desafios devido à situação do país. Alguns corriam o risco de não ter combustível suficiente para ir e voltar das visitas. Sunil diz que os parceiros de campo têm levado lanternas recarregáveis a todos os programas de treinamento para que as aulas possam continuar durante os cortes de energia. Os participantes do treinamento tiveram que prestar atenção especial aos seus planos de viagem, pois não há muitos ônibus operando devido à escassez de diesel.

Sunil relata: “Pela graça de Deus, o trabalho realizado pelos parceiros de campo continuou, embora com algumas limitações. Durante essa crise, a igreja tem lutado em oração. Por favor, junte-se a nós em oração enquanto pedimos a Deus por uma mudança.” Os parceiros da Portas Abertas no Sri Lanka estão avaliando a situação e procurando maneiras de ajudar.

Pedidos de oração

  • Ore pela provisão de Deus, pois o custo de vida subiu muito. A maioria das pessoas está sobrevivendo com o mínimo.
  • Clame para que a crise do combustível seja resolvida logo para que as pessoas possam continuar com suas vidas diárias.
  • Peça pela segurança das pessoas que falaram abertamente sobre a situação atual do país. Ore para que as autoridades não sejam capazes de silenciá-las.
  • Interceda pelos governantes do Sri Lanka, para que identifiquem e implementem soluções. Ore por sabedoria e responsabilidade enquanto eles realizam essa tarefa.

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