Seguidores de Cristo semeiam a paz em tempos maus

Somente assim é possível descansarmos e seguirmos adiante em meio às tribulações

| 17/05/2006 - 00:00

Gladys Staines, viúva de missionário morto na Índia, perdoou os assassinos do marido e dos dois filhos

Gladys Staines, viúva de missionário morto na Índia, perdoou os assassinos do marido e dos dois filhos


No dia 15 de maio de 2006, o Estado de São Paulo viveu horas de tensão. O clima era de ameaça iminente, como muitas vezes se lê sobre o Iraque ou a Índia.

A violência causada pelo crime organizado no Estado, no fim de semana de 13 de maio, causou um medo generalizado na população paulista. Tanto a violência como o medo atingiram principalmente a cidade de São Paulo, capital do Estado.

Foi possível sentir, por alguns momentos, como é sofrer as conseqüências de algo que não causamos, tendo a vida e a liberdade ameaçadas. Foi grande a preocupação com a vida das pessoas queridas, e só sentimos segurança quando nos trancamos em casa.

Muitos poderão se recordar desse dia quando lerem novamente os temores de cristãos perseguidos sob ameaça. A sensação de medo é a mesma. Mas quais seriam as nossas reações?

Lembro-me de Gladys Staines, viúva de Graham Staines, missionário morto na Índia. Ela perdoou os assassinos de seu marido e de seus dois filhos. Lembro-me também do pastor Benya (revista de junho) que perdoou os seus agressores. Gladys e Benya sofreram a violência de uma forma muito mais próxima, mas o coração deles promoveu palavras de paz.

Cristo, no sermão do monte (Evangelho de Mateus, capítulo 5), fala dos que promovem a paz, os pacificadores, chamados filhos de Deus. Os pacificadores não levam a paz apenas para pessoas que têm desavenças entre si. Eles levam a paz também aos que estão com medo e temores no coração; para os desesperados; para os ansiosos; para os preocupados. Eles pregam a paz de Deus que excede a todo entendimento (Fp 4.7).

Como filhos de Deus, precisamos semear a paz ao nosso redor nesses tempos maus. Ela é a única forma de descansarmos e seguirmos adiante em meio às tribulações. Palavras que incitam à ira e ao ódio, ou que deixam as pessoas mais alarmadas, não resolvem uma situação tensa. Elas apenas pioram as coisas.

Minha oração é que possamos nos espelhar em Cristo e em seus seguidores, que escolheram promover a paz em vez da vingança.

"Se não é o Senhor que vigia a cidade, será inútil a sentinela montar guarda" (Sl 126.1).

Equipe MIssão Portas Abertas


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