Rohingyas: repatriamento é a melhor opção?

Volta ao país de origem deve ser voluntária e oferecer condições de segurança

| 19/01/2018 - 00:00

Os Rohingyas continuam lutando pela sua sobrevivência (Foto ilustrativa)

Os Rohingyas continuam lutando pela sua sobrevivência (Foto ilustrativa)


Um porta-voz do Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR) disse que qualquer repatriamento deve ser voluntário - e que os refugiados só devem voltar para Mianmar quando acharem que é seguro. "Ambos os países concordaram que a repatriação será voluntária", explica Jonathan Head, correspondente da BBC no Sudeste Asiático. "A maioria dos refugiados diz que só voltará se tiver garantia de segurança, se suas casas forem reconstruídas e se não forem mais sujeitos a discriminação oficial. Nenhuma dessas condições foi criada", acrescenta.

Laura Haigh, pesquisadora da Anistia Internacional em Mianmar, acredita que "as condições atuais no país não são seguras para que eles retornem”. A política britânica Rosena Allin-Khan, que atuou em questões humanitárias, disse que levar os rohingyas prematuramente para Mianmar, sem as devidas condições, seria o mesmo que "enviá-los de volta à morte".

Quem são os rohingyas?

Os rohingyas sofreram décadas de perseguição porque não têm reconhecimento como grupo étnico. Os muçulmanos rohingya representam a maior porcentagem de islâmicos em Mianmar, mas o governo do país, que é predominantemente budista, nega cidadania a eles - chegando, inclusive, a excluí-los do censo de 2014, recusando-se a reconhecê-los como um povo. Eles são vistos como imigrantes ilegais de Bangladesh, e, por isso, parece altamente improvável um acordo de cidadania com Mianmar.

Mas Bangladesh tampouco reconhece o povo rohingya - o governo não emite, por exemplo, certidão de nascimento para as crianças nascidas em campos de refugiados. Sabe-se da existência de cristãos ex-muçulmanos entre eles. Interceda para que os rohingyas tenham sua dignidade restaurada, possam viver em segurança e conheçam a verdadeira paz em Jesus.

Fonte: BBC

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