Religião é enfraquecida por nova Constituição em Cuba

A partir da mudança, o governo cubano deu início a campanhas de perseguição a líderes de igrejas e ativistas

O relatório da Comissão sobre Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF, da sigla em inglês) sobre Cuba, conforme já divulgado, declarou que a mudança na liderança do país, em abril do último ano, que nomeou Miguel Díaz-Canel como novo presidente, “não resultou em um aumento na liberdade religiosa”.

O material apresenta como a nova Constituição, aprovada depois de um processo de consulta no qual líderes religiosos foram excluídos, “enfraqueceu as proteções para a liberdade de religião e crença”. O conteúdo ainda acrescenta que “o governo cubano deu início a campanhas de perseguição a líderes de igrejas e ativistas que defendem proteções mais fortes à liberdade religiosa”.

De acordo com o relatório em questão, o governo também tem como alvo membros da família de líderes religiosos para aumentar a pressão a eles. Ativistas de dentro e fora da ilha relataram que “como resultado de uma perseguição intensa, mais líderes religiosos fugiram de Cuba para buscar asilo no exterior”. A maioria dos que fugiram eram líderes religiosos há muito tempo, sendo de denominações registradas e não registradas.

O trabalho do Gabinete de Assuntos Religiosos (ORA, da sigla em inglês), uma entidade do Partido Comunista de Cuba que controla toda a atividade religiosa no país, também é detalhado no relatório. A explicação é que, por meio desse gabinete, o governo exige que todas as organizações religiosas que operam no país se registrem a fim de permitir que as comunidades recebam visitantes estrangeiros, materiais religiosos importantes, realizem encontros em casas de adoração aprovadas e possam viajar para o exterior. Mas, como diz o relatório, oficiais “ainda podem interferir em qualquer questão da igreja – seja ela registrada ou não”.

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