Radicais islâmicos matam 52 pessoas em Moçambique

Os jovens que não aceitaram o convite para fazer parte do grupo extremista foram mortos

O extremismo islâmico já fez muitas vítimas em Moçambique, em 2020. Na primeira semana de abril, um ataque do grupo Al-Shabaab matou 52 pessoas na vila de Xitaxi, na província de Cabo Delgado. “Os criminosos tentaram recrutar jovens para se juntar a eles, mas havia resistência. Isso provocou a ira deles, que mataram indiscriminadamente”, contou um porta-voz da polícia local.

No primeiro dia de abril, os jihadistas invadiram quatro aldeias próximas a Muidumbe. Uma igreja em Miangalewa foi incendiada e outras instituições destruídas em Namacunde, Ntchinga e Moatid. Em março, outros locais em Cabo Delgado foram atacados. Os radicais dominaram por várias horas a vila de Momcibao de Praia. O grupo Al-Shabaab assumiu a autoria dos ataques, mas não há prova da conexão com outro grupo homônimo que atua na Somália.

Moçambique é um dos países em observação pela Portas Abertas. Na Lista Mundial da Perseguição 2020, o país teve 43 pontos resultantes da opressão islâmica, corrupção e crime organizado, e paranoia ditatorial. A parte norte do território sofreu com ataques contra cristãos vindos de militantes islâmicos do grupo al-Sunnah wa Jamaah. Como em outros países de maioria islâmica, os seguidores de Jesus que deixaram a fé muçulmana são os mais afetados pela intolerância religiosa.

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