Primavera Árabe floresce de forma diferente para os cristãos

| 10/09/2015 - 00:00


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Entre os anos de 2010 e 2011, quando a chamada Primavera Árabe invadiu muitos países no Oriente Médio e norte da África, a Missão Portas Abertas testemunhou uma verdadeira revolução em algumas regiões do Egito. Um cristão não identificado postava diariamente em seu blog os detalhes dos acontecimentos e como a igreja reagiu àquele momento. Foi solicitado a ele que fizesse uma reflexão sobre os últimos cinco anos. Então, ele escreveu o seguinte:

""Quando as primeiras imagens daquela multidão apareceram na TV, eu escrevi algumas frases sarcásticas, e essa foi a minha primeira reação. Eu questionei: ‘que liberdade e bem-estar social buscamos em um país como o Egito? Uma nação dominada pelo punho de ferro de um regime tirano e embebido em corrupção? No final do dia, só vamos receber algumas bombas de gás lacrimogêneo como resposta, e um par de canhões de água para desmantelar a multidão enfurecida. Vão nos mandar de volta para casa ainda pior do que saímos, chegaremos nus e molhados’. Confesso que subestimei o poder do povo com as minhas palavras"".

O cristão disse que os primeiros dias da revolução de 2011, foi uma grande surpresa: ""Aquela maioria egípcia de rendidos e submissos ao seu destino, tinha o ideal de trazer uma mudança verdadeira para a sociedade. Mas eu achei que aquilo era irrelevante, talvez um sonho fora de alcance, que não valia a pena sonhar. Mas o nosso grande país mergulhou num caos, em apenas algumas horas. Hosni Mubarak tinha governado por três décadas, de repente, o chão abaixo de seus pés balançou como num terremoto, até que finalmente ele caiu através de uma das fendas, levando muitos de sua administração com ele"".

Segundo o cristão, depois disso a situação do país foi de mal a pior: ""Os muçulmanos assumiram o poder e o Egito teve uma grande queda econômica, política e social. O único lado bom disso tudo é que a Igreja acordou. Descobrimos que precisamos orar mais e buscar o reino de Deus em primeiro lugar, em vez de segurança e conforto. E agora temos que lidar com um novo problema, que é a emigração dos nossos irmãos, incluindo pastores e líderes"", ele lamenta e finaliza.


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