Por que a Rússia entrou na Lista 2019?

Após 8 anos fora da Lista Mundial da Perseguição, Rússia volta ao ranking, ocupando o 41º lugar

Desde 2011 a Rússia não entrava para a Lista Mundial da Perseguição, que elenca os 50 países onde os cristãos são mais perseguidos. Este ano o país atingiu 60 pontos, nove a mais que em 2018, o que o levou a ocupar a 41ª posição. Três tipos de perseguição predominam no país e explicam por que ele entrou na Lista: opressão islâmica, paranoia ditatorial e protecionismo denominacional.

A opressão islâmica é presente na região do Cáucaso, onde militantes islâmicos lutam contra o exército russo para estabelecer um emirado muçulmano. Muitos russos já deixaram a região devido à violência e o número de fiéis nas igrejas diminuiu. Cristãos ex-muçulmanos têm que manter a fé em segredo para não serem executados. Em Cazã, capital da república do Tartaristão, no rio Volga, a influência do islamismo também está crescendo. Em 2018, houve ao menos dois ataques de militantes islâmicos a igrejas ortodoxas russas.

A legislação do país também é constantemente adaptada, tornando-se mais restritiva. Na região de Nizhny Novgorod, por exemplo, agências de reforço da lei pressionam os protestantes. Eles usam tanto emendas “antimissionários” e leis de imigração para punir igrejas e seus membros por atividades como convidar estudantes para festas e postar vídeos de adoração nas mídias sociais.

A Igreja Ortodoxa Russa (IOR), que é favorecida pelo governo, é a única igreja considerada tipicamente russa. O catolicismo e, principalmente, o protestantismo são vistos como ocidentais e estrangeiros. Atividades evangelísticas por igrejas que não sejam a IOR não são bem-vindas e elas são acusadas de roubar o rebanho da IOR e de falsos ensinamentos.

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