Pastor americano está preso há um ano na Turquia

| 13/10/2017 - 00:00


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O pastor americano Andrew Brunson está há um ano preso na Turquia. As acusações contra ele não são claras, mas recentemente o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdo?an, confirmou publicamente que ele está sendo mantido refém como preso político. Em seu primeiro ano de prisão, Brunson escreveu uma canção de adoração.

 Brunson é um dos 50 mil suspeitos (entre jornalistas, acadêmicos, ativistas e outros) presos numa política de repressão adotada pelo governo nos últimos 15 meses. A medida é uma tentativa de identificar e punir a autodenominada Organização de Terror Fethullah (FETO, sigla em inglês) que o governo acusa de ter se infiltrado nas forças armadas e no governo do país, com o objetivo de realizar um golpe. Com isso, Erdo?an espera que os Estados Unidos extraditem o líder muçulmano exilado, Fethullah Gullen, que é acusado de orquestrar a tentativa de golpe.

Brunson vive na Turquia há 23 anos, onde trabalhava em ministérios relacionados à igreja. Recentemente, uma delegação da Comissão de Liberdade Religiosa Internacional dos Estados Unidos (USCIRF, sigla em inglês) o visitou na prisão e reportou que Brunson está confinado em uma cela 24 horas por dia e já perdeu mais de 22 quilos desde que foi preso.

O que as autoridades americanas pensam sobre o caso

Após a visita, a vice-presidente da USCIRF, Kristina Arriaga, disse: “O governo da Turquia fabricou acusações contra o pastor Brunson, supostamente baseadas em um ‘testemunho secreto’. Ele deveria ser libertado imediatamente”. Arriaga também reportou que Brunson agradeceu a todos que estão orando por ele. “Saber que não fui esquecido é muito importante para mim”, disse.

O senador americano James Lankford escreveu: “Se é assim que a Turquia trata um americano como Brunson, outros americanos deveriam hesitar em levar seus negócios à Turquia. Não vale a pena correr o risco. O Congresso concedeu ao poder executivo a autoridade de sanções contra oficiais do governo responsáveis por violações dos direitos humanos, principalmente liberdade religiosa. Está na hora de o governo dos Estados Unidos usar essa autoridade para assegurar a libertação de americanos presos injustamente em todo o mundo, incluindo Brunson”.

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