Ore pelos 2 milhões de deslocados internos na Nigéria

Muitos estão sendo obrigados a voltar a seus vilarejos e já foram deslocados duas ou três vezes, fugindo do Boko Haram

| 07/09/2018 - 00:00

Portas Abertas distribui água potável em campo cristão de deslocados

Portas Abertas distribui água potável em campo cristão de deslocados


Semana passada, dezenas de soldados nigerianos foram mortos por um ataque do Boko Haram à base militar da cidade de Zari Village, no norte do estado de Borno, próximo à fronteira com o Níger. É o quarto ataque fatal a postos militares no nordeste da Nigéria desde julho. No mínimo 90 soldados foram mortos no último mês e meio.

Os nove anos de rebelião do Boko Haram levaram a uma aguda crise, descrita pela ONU como uma das mais severas no mundo hoje, com mais de 20 mil pessoas mortas, mais de 4 mil meninas e mulheres sequestradas e mais de 2 milhões de pessoas deslocadas internamente (refugiadas em outras cidades dentro do próprio país). Os estados mais afetados são Borno, Adamawa e Yobe.

Agora o governo está pressionando muitos deslocados internos a voltarem aos seus vilarejos, dizendo que as áreas afetadas já estão seguras, reporta a agência de notícias Reuters. A decisão do governo despertou preocupação e críticas entre agentes humanitários e diplomatas do ocidente, que afirmam que o programa tem como objetivo as eleições, fazendo com que o maior número possível de eleitores vote nas eleições primárias dos partidos, que começaram em agosto, antes das eleições presidenciais de fevereiro de 2019.

Governo não derrotou Boko Haram, que ainda age em regiões remotas
O líder de uma igreja que montou um acampamento para abrigar deslocados internos em Yola, capital do estado de Adamawa, diz: “As autoridades querem mostrar que estão vencendo a guerra, embora a níveis locais, onde as pessoas vivem em áreas remotas, a situação não seja segura o suficiente. Em algumas partes ainda há pequenos grupos de 15 a 20 militantes agindo – eles são grandes o suficiente para atacar um vilarejo de 500 habitantes”.

O presidente Buhari, que quer se reeleger em 2019, assumiu o poder em 2015 com a promessa de silenciar o Boko Haram. No entanto, até agora isso não é uma realidade, apesar de alegar que o grupo radical islâmico tenha sido tecnicamente derrotado. Alguns deslocados que foram forçados a voltar para casa agora vivem em acampamentos em Gwoza (considerada a “capital” o Boko Haram) e dizem que militantes se escondem na floresta e nas montanhas e atacam à noite. Não há a presença do exército ou da polícia nessas áreas.

Ore pela Nigéria, que ocupa a 14ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2018. Peça pela vida dos cristãos internamente deslocados e interceda desde já pelas eleições de 2019. E hoje, dia em que se comemora da Independência do Brasil, ore também pelo nosso país, que em breve também passará por eleições presidenciais. Que nosso Deus dirija o rumo da nossa nação.

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