O que está acontecendo depois que a força foi cedida no Iraque?

A expectativa entre os cristãos é que o país se tornará cada vez mais violento

| 19/10/2004 - 00:00

Cristãos estão amedrontados diante da atual situação do Iraque

Cristãos estão amedrontados diante da atual situação do Iraque


"Ninguém está esperando nada", afirmou nosso colaborador no Iraque. "As pessoas estão esperando temerosas e ninguém tem nenhuma teoria sobre o que acontecerá". Os cristãos, também, estão amedrontados: "nós podemos, somente, esperar que coisas positivas sejam desenvolvidas".

Confiança no governo designado que assumiu o poder das forças aliadas é mínimo. A expectativa entre os cristãos é que o país se tornará cada vez mais violento até que as eleições aconteçam e um novo governo seja escolhido. Isto pode acontecer no fim deste ano ou no início do próximo ano.

De acordo com o bispo de Kirkuk: "Em nossa cidade, a situação é bastante estável, mas em Mosul e em Bagdá, ela é extremamente violenta. A rua mais protegida em Bagdá é a rodovia para o aeroporto. Ela é protegida por muitos militares. Apesar disso, a cada dois dias, há um ataque bem sucedido". A palavra bem sucedido quer dizer: matar alguém ou explodir um tanque ou um outro veículo importante. Esta estrada é a mais usada pelos estrangeiros que viajam para Bagdá.

No momento, o futuro não parece promissor, mas um pequeno ponto de luz tem, vagarosamente, trazido progresso à economia. Mesmo se as companhias não puderem ou desejem expandir seus negócios de forma ambiciosa, os estrangeiros, cuidadosamente, contemplarão o andamento do Iraque.

 "Embora se possa ver frustração crescente, eu espero que isto leve as pessoas a pensar em deixar o país" afirmou nosso colaborador. "Desde a primeira guerra do Golfo, aproximadamente, trinta e cinco por cento da população cristã emigrou, mas durante a última Guerra do Golfo, a emigração foi muito menor".

As pessoas que ficaram após a primeira guerra, provavelmente, estão incapazes de viajar. Eles podem não ter nenhum dinheiro ou acesso a outros países e, também, não muitos países os acolhem.

"Durante a segunda guerra do Golfo, muitas famílias foram para países vizinhos, tais como a Jordânia e a Síria. Após o término da guerra, uma parte deles retornou". Neste momento, nenhum êxodo autêntico é visto, mas é improvável ver alguém retornar. A situação é bastante instável.

As pessoas, primeiramente, querem ver o que acontecerá com o governo antes de decidir se retornam ou não.
É claro que isto influencia a igreja do Iraque. Especialmente, se houver formação de um regime fanático, como o regime iraquiano, ninguém retornará ao Iraque. Nesse caso, será o início de um tempo difícil para a Igreja no Iraque e isto pode levar a um êxodo total.


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