Registro de cristianismo em Carta racha UE

| 31/05/2004 - 00:00


A União Européia se dividiu ontem sobre a questão das referências a Deus ou ao cristianismo no esboço da futura Constituição do bloco, minando o otimismo vigente quanto à possibilidade de chegar a um acordo geral sobre a nova Carta em junho próximo.

Os chanceleres de sete países, incluindo a Itália e a Polônia, disseram que uma referência às raízes cristãs da Europa é prioridade nas negociações em torno da futura Constituição européia.Mas a Espanha, que vinha apoiando a menção à herança cristã, mudou de lado após a recente troca de governo no país (os socialistas venceram as eleições em março último, tirando os conservadores do poder) e ontem apoiou a França, que protege suas tradições seculares de longa data.

A disputa aconteceu no momento em que os países da UE se aproximavam de um acordo com relação aos principais obstáculos, incluindo a disputa sobre sistemas de votação e a exigência do Reino Unido de conservar os vetos nacionais em algumas áreas que o país considera fundamentais para a sua soberania.

O chanceler do Reino Unido, Jack Straw, disse estar um pouco mais satisfeito com as conversações sobre as chamadas linhas vermelhas (pontos inegociáveis) britânicas, em meio a sinais de que a França e a Alemanha estariam dispostas a fechar acordos sobre a maioria delas.

Diferentemente do que aconteceu numa reunião difícil na semana passada, um diplomata afirmou ontem estar absolutamente convencido de que um acordo sobre a Constituição será fechado até o final de junho.

O preâmbulo ao esboço de Constituição, redigido pelo ex-presidente francês Valery Giscard dEstaing, faz referência à herança cultural, religiosa e humanista da Europa, sem citar o cristianismo -e, com isso, separando Igreja e Estado.


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