Violência explode na Nigéria

| 10/05/2004 - 00:00


A violência religiosa teve início na cidade de Yelwa, no estado central do Plateau, Nigéria, dois meses após os militantes muçulmanos assassinarem um pastor e 48 membros de sua igreja, no dia 23 de fevereiro. O último conflito entre cristãos e muçulmanos resultou na morte de 350 pessoas e no desaparecimento de 250 mulheres e crianças, de acordo com os relatórios policiais.

Por enquanto, mais de 120 pessoas foram mortas e milhares ficaram desalojadas quando a violência inter-religiosa iniciou nas vilas de Sarkin Kudu e de Dampar, na região norte do estado de Taraba, no final do mês de abril.

A última crise em Yelwa explodiu nas primeiras horas de domingo, dia 2 de maio. As vítimas que fugiram para a capital do estado de Jos afirmaram que mais de mil casas e prédios religiosos foram destruídos pelo fogo.

Não se sabe muito a respeito desta crise, mas eu posso contar-lhe confidencialmente que nós temos este evento registrado, contou o comissário da polícia estatal de Plateau, Innocent Ilozuoke, em Jos, no dia seguinte. Nós já temos enviado nosso pessoal para a cidade e forneceremos informações quando tivermos mais detalhes daqui.

Alhaji Dauda Lamba, comissário do estado de Plateau para informações, adicionou que Nós estamos conscientes que o conflito teve início em Yelwa, no domingo à noite. Como governo, nós temos enviado um grupo de detetives de segurança para investigar este assunto. Não temos números, mas estamos cientes da existência de vítimas após uma crise que durou tanto tempo disse Alhaji.

Segundo as notícias de ontem da Imprensa Associada (Associated Press) e da Imprensa da Agência Francesa ((IAF Agence France Press), a disputa de terra entre os membros da tribo Tarok, predominantemente cristã, e dos fazendeiros muçulmanos, Hausa-Fulani, acendeu a violência em Yelwa. Um conselheiro da cidade muçulmana contou aos jornalistas da IAF que pelo menos 630 pessoas, na sua maioria, muçulmanas, morreram no conflito.

Fontes cristãs locais disseram que a crise está associada aos recentes ataques de extremistas muçulmanos nas áreas de vilas cristãs. Eles acreditam nesta procedência, porque somente muçulmanos permaneceram em Yelwa, seguido de homicídios no dia 23 de fevereiro.

A violência entre cristãos e muçulmanos iniciou no norte do estado de Taraba, no final de abril, provocando a morte de mais de 120 pessoas e deixando milhares de desabrigados.

A crise, de fato, começou no dia 27 de abril nas vilas de Sarkin Kudu e de Dampar, na área do governo local Ibi. Fontes locais afirmam que, no domingo de Páscoa, vilas cristãs no estado próximo de Plateau foram atacadas por militantes muçulmanos e provocaram a violência em Taraba.

Cristãos no estado de Plateau acreditam que estas duas vilas, Sarkin Kudu e Dampar, sejam bases operacionais de militantes muçulmanos que as usam para atacar vilas cristãs nesse estado, conta Alhaji Lawal Mohammed, um muçulmano e diretor do conselho do governo local Ibi. E, devido a estes eventos, a crise religiosa agora se espalhou por todo o nosso estado.

O líder político muçulmano confirmou 120 vítimas, adicionando que ele está abalado pela crise. Mohammed solicitou que o governo nigeriano, em caráter de urgência, enviasse soldados para o local, a fim de verificar a amplitude da anarquia.

Em resposta às tensões, oficiais do estado de Plateau criaram um comitê de paz para estabelecer elos com os governos estatais de Taraba, de Benue e de Nasarawa. Nos últimos meses, o comitê da paz tem buscado uma solução viável ao conflito religioso que subjugue os três estados.

Nós entramos em contato com os estados de Taraba, de Benue e de Nasarawa para verificar suas fronteiras, a fim de evitar transgressões desnecessárias, relatou o governador-delegado do estado de Plateau, Michael Botmang,. De nossa parte, enviamos suficiente pessoal de segurança para as fronteiras a fim de evitar um influxo de militantes muçulmanos.

Durante o fim-de-semana de Páscoa, os militantes muçulmanos atacaram vilas predominantemente cristãs em Plateau. Fontes governamentais contaram somente três vítimas cristãs desses ataques, em oposição a vinte mortes relatadas por testemunhas oculares. Aproximadamente vinte mil refugiados fugiram da área como resultado da violência.


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