Igrejas católicas e mesquitas continuam sendo destruídas

| 24/03/2004 - 00:00


Quanto mais detalhes aparecem sobre a destruição das igrejas sérvias ortodoxas e de locais ao redor de Kosovo ocorrida no dia 17 de março, mais o bispo ortodoxo local Artemije suplica às tropas da força internacional de paz para defenderem ao invés de abandonarem à destruição. O Forum18 News Service recebeu a informação que a KFOR (Aliança Militar dos Países Ocidentais), concordou em defender o convento.

O bispo viajou em direção ao comando da KFOR, em Mitrovica, para emitir seu parecer depois que as tropas anunciaram à Madre Mkarija e suas freiras que elas tinham de estar preparadas para deixarem o local em apenas 30 minutos. De acordo com o bispo Artemije, uma posição mais firme da parte de KFOR pode ser observada hoje com respeito à proteção das igrejas e monastérios se comparado a ontem e há dois dias, as dioceses de Prizren e Raska divulgaram ao Forum18 no dia 19 de março.

O bispo Artemije raclamara anteriormente que a multidão albanesa primeiro atacou, depois aguardou a KFOR fazer com que a população sérvia e o clero deixassem o local antes de começar a pegar fogo.

Depois da retirada das tropas dinamarquesas da KFOR do Monastério de Devic, que fora evacuado um dia antes, uma multidão albanesa ateou fogo, de acordo com o Serviço de Informação da Igreja Sérvia Ortodoxa. O escritório da diocese de Gracanica condenou severamente a destruição do monumento cultural e sagrado do século XV. As freiras, mais tarde, foram levadas ao convento de Sokolica.

Em outro caso, o general italiano da KFOR, Alberto Primceri, explicou como a multidão tinha atacado o monastério sérvio na cidade de Diesa, lar de quatro freiras idosas. Uma multidão de pelo menos quinhentos albaneses começou a jogar bombas no monastério. Tivemos que nos alinhar do lado de fora e detê-los através de ataque aéreo. Só que mais tarde eles voltaram com granadas. Desta vez reagiram com fogo ferindo alguns deles. Depois levamos quatro freiras para bem longe. Os albaneses atearam fogo no monastério.

O monastério Decani em Kosovo, lar de trinta monges ortodoxos sérvios, relatou que a situação próxima à cidade tinha se complicado por causa da presença de milhares de albaneses. A tensão crescente continua, a despeito das promessas feitas pelo prefeito de Decani, Ibrahim Selmonaj, de que ele faria tudo que estivesse ao seu alcance para amenizar as tensões.

O Frei Sava, deputado do Monastério Decani, estimou que pelo menos vinte igrejas e monastérios tinham sido destruídos e queimados em Kosovo nas últimas 48 horas. Ele disse que está muito difícil estimar o volume das perdas já que não se sabe se houve furtos de objetos sagrados ou ícones religiosos.

Algumas das críticas mais duras contra os albaneses e sua liderança vêm de Peter Schieder, presidente do Conselho da Assembléia Parlamentar Européia, que condenou o incêndio aos lares e igrejas sérvias. Esses atos foram uma desgraça, mas também significa a falta de condenação clara contra a violência anti-sérvia feita por esses albaneses de Kosovo, disse Peter em uma carta aberta ao primeiro ministro de Kosovo, Bajram Rexhepi. Transferindo a culpa para o outro lado, e tentativas de explorar o aumento da violência étnica para uma causa política da maioria da população, são inaceitáveis. O Kosovo não pode construir seu futuro no sangue de pessoas inocentes.

Na cidade de Nis, Sérvia, onde a mesquita Aga foi incendiada em uma represália aos ataques, o chefe da polícia, Radisav Gvozdenovic disse aos jornalistas que a polícia acusou nove pessoas de participar nos incêndios criminosos.  Em Belgrado, onde a mesquita Bajrajkli foi seriamente danificada pelo fogo, a polícia registrou 88 pessoas presas, mas não apontou qualquer tipo de acusações que elas possam enfrentar.

O recém nomeado ministro da religião da Sérvia, Milan Radulovic declarou que os vândalos em Nis e em Belgrado usaram da situação em Kosovo como um gatilho para os ataques brutais nos locais religiosos islâmicos na Sérvia. Ele visitou a mesquita de Bajrakli para expressar sua preocupação para com o destino da comunidade islâmica.

Borislav Paravac e Sulejman Tihic, membros da Presidência da Bósnia Herzegonina, anunciaram que irão imediatamente a Bugojno, região central da Bósnia, onde a Igreja Ortodoxa Sérvia e a Sagrada Mãe de Deus foram incendiadas. Acredita-se que isso pode ser uma cadeia de reação aos incêndios das igrejas e mesquitas na noite anterior em Kosovo e na Sérvia.


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