Polícia recusa proteger adventistas de ameaças de morte

| 28/02/2004 - 00:00


A polícia na cidade de Nakhichevan, na divisa com a Armênia, Turquia e Irã, recusou a proteger a pequena igreja de adventistas de algumas pessoas da população local que estão os ameaçando de morte ou expulsar a comunidade. Recebo telefonemas ou ameaças dentro da minha casa mas as autoridades se recusam a nos ajudar, disse o pastor Khalid Babaev ao Forum18 no dia 25 de fevereiro.

Temos democracia aqui. Por que ainda assim acontecem coisas como essas? disse ele temendo por sua família, não sabendo onde se sentiria seguro para dirigir um culto como de costume em todo o sábado. Contatados por telefone no dia 25 de fevereiro, dois oficiais do escritório principal da polícia recusaram a discutir com o Forum as ameaças ou comentarem o que eles fariam para protegê-los da violência.

Idris Abbasov, chefe do escritório local do Comitê do Estado para Obras com Organizações Religiosas, disse que ouviu falar das ameaças mas não possui informação completa a respeito. Quando tiver toda a informação eu enviarei um relatório para ser divulgado à vocês do Forum18, disse ele no dia 25 de fevereiro. Mas todas as comunidades religiosas possuem o direito de fazerem suas orações e de se reunirem - nossa constituição garante isso. A polícia está lá para defender a lei e os direitos humanos de todos.

Babaev disse ao Forum18 que ele recebeu uma ameaça por telefone há uma semana, seguida por duas outras ameaças no dia 24 de fevereiro. Por volta de meio dia no dia 25 de fevereiro cinco homems tinham estado em sua residência, onde ocorrem as reuniões, e disseram a ele que, como muçulmanos, eles estavam prontos para sacrificá-los como um dever santo e acabar com as atividades adventistas na cidade. Eles o ameaçaram com um ataque de várias pessoas em sua residência caso ele dirigisse outra reunião. Eles mandaram que Babaev deixasse a cidade. Não ficou claro se isso foi uma ameaça de morte ou de me expulsar da cidade, disse ele ao Forum18.

Babaev disse que o policial local Musa se recusou a entrar em contato com ele por telefone quando este foi procurado pelo pastor, Asharf, outro oficial policial da sede, agiu da mesma forma. Não podemos oferecê-lo qualquer ajuda, citando as palavras dos oficiais à ele. Não temos condições de vigiar todas as residências e não podemos rastrear todas as ligações. O oficial se recusou a aceitar qualquer registro de ameaça da parte de Babaev.

A comunidade adventista em Baku, capital do Azerbaidjão, também buscou ajuda para que a sua igreja fosse protegida. Entramos em contato por telefone com o Comitê, disse o pastor Yahya Zavrichko - chefe da igreja adventista no país - ao Forum18 na capital no dia 25 de fevereiro.

Mas eles não sugeriram nada a nós no que deveríamos fazer a respeito. Ele condenou a atitude das autoridades de não protegê-los.

Ele especulou que as ameaças podem ter vindo agora pelo fato de estar próximo o dia sagrado de Ashura no mês de Muharam, dia importante no calendário muçulmano Shia quando é comemorado o martírio de Husayn em 680 D.C. Mas também apontam as dificuldades que a igreja adventista vem enfrentando com as autoridades ao longo dos anos. O Comitê do Estado tem postergado o nosso registro, sendo que há seis meses o Ministério da Justiça negou o registro nosso, alegando que havia algo errado no nosso endereço. Babaev disse que quando sua igreja pediu ao Comitê o por que do registro ser recusado, oficiais disseram que a filial do Comitê em Nakhichevan não estava sob seu controle mas sim sujeito ao parlamento regional.

A igreja adventista de Nakhichevan - com cerca de 17 membros - passou por repetitivas pressões da parte das autoridades, incluindo até mesmo a deportação da região de um ex-pastor Vahid Nagiev em junho de 2002. Por mais de um ano ele não poderia dirigir reuniões. Babaev foi estabelecido na região como pastor em julho de 2003 e, com exceção de uma visita de um policial local que alegou que a igreja não poderia se reunir sem estar registradas, tem podido comandar suas reuniões normalmente.

Outras minorias religiosas com pequenas congregações sob pressão são os batistas, cuja congregação em Neftchala sofreu perseguição da parte de um chefe policial da região com ameaças de expulsar o pastor e proibindo as reuniões que não estivessem registradas. Outras pequenas congregações batistas também têm passado por ameaças da parte da polícia por não estarem registradas junto ao governo.


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