Eritréia prende mais 18 cristãos evangélicos

| 26/11/2003 - 00:00


A polícia eritréia prendeu outro pastor protestante evangélico no dia 23 de novembro na cidade de Mendefera, junto com mais sete membros de sua igreja.

O pastor Iyob, da Igreja Kale Hiwot, foi detido por volta das 10:30h da manhã de 23 de novembro em Mendefera, cidade que fica a cerca de 50 quilômetros ao sul de Asmara, a capital.

Em outras detenções no mesmo dia, sete membros de sua igreja, quatro homens e três mulheres, foram levados em custódia. Os amigos dos cristãos presos ainda não conseguiram confirmar as alegadas acusações contra o pastor e os membros de sua igreja.

Mas a polícia os está tratando como criminosos, informaram fontes locais. Eles estão na prisão unicamente em razão de sua fé.

Uma segunda detenção de dez moças de várias igrejas pentecostais também foi confirmada nesta semana. As mulheres estão encarceradas em Sawa, um campo de treinamento militar nas montanhas próximo à fronteira com o Sudão, onde presume-se que estejam prestando seu serviço militar obrigatório.

Acredita-se que seis dos 62 jovens trancados em containers de metal em Sawa no verão passado por terem Bíblias ainda estão presos em celas secretas no mesmo acampamento.

Enquanto isso, Portas Abertas confirmou a libertação no início deste mês de duas mulheres encarceradas há 21 meses na prisão militar de Assab. As duas mulheres trabalhavam como enfermeiras nas forças armadas da Eritréia quando foram detidas por envolvimento em reuniões proibidas coma finalidade de culto evangélico.

Quatorze outras mulheres soldadas, junto com 63 homens, ainda estão sendo mantidos em Assab, onde as autoridades têm usado de tortura, isolamento e tratamentos cruéis para forçá-los a se retratarem de suas convicções evangélicas.

De cordo com listas compiladas por protestantes locais, atualmente pelo menos 334 crentes evangélicos estão presos em razão de suas convicções evangélicas em nove locais conhecidos na Eritréia.

Enquanto alguns foram detidos pela polícia durante os cultos em igrejas não reconhecidas ou em casas particulares, outros foram acusados de possuir Bíblias ou se recusarem a voltar à Igreja Ortodoxa Eritréia, predominante no país.

No mês passado, as autoridades militares expulsaram a Igreja do Evangelho Integral do prédio alugado em Asmara, deixando a grande congregação de 4.000 membros sem um local de culto. Desde que as dependências foram lacradas no dia 26 de outubro, soldados ocuparam o complexo de prédios e recusaram a entrada dos membros.

O governo eritreu colocou como alvo as doze igrejas pentecostais e carismáticas do país desde maio de 2002, quando todos receberam ordem para fechar as portas e parar de se reunir com a finalidade de culto, mesmo em casas particulares. Somente as igrejas Ortodoxa, Católica, Evangélica Luterana e Muçulmana são reconhecidas como religiões oficiais.


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