Forças de segurança dão batida policial sobre militantes na Nigéria

| 08/01/2004 - 00:00


No dia 18 de dezembro, uma equipe combinada do exército, força aérea e do pessoal da polícia invadiu um centro de comando de um bando de militantes muçulmanos na cidade de Jos, Nigéria, para evitar ataques de extremistas aos cristãos durante as celebrações do Natal.

O Coronel Agboola, da Terceira Divisão Blindada do exército nigeriano coordenou a operação, que demorou três horas e resultou na prisão de 175 militantes. Sabe-se que quatro muçulmanos morreram na operação.

Falando aos jornalistas logo após a operação, o comando policial de Jos disse que o governo nigeriano ordenou o ataque depois de receber informações de que o grupo militante havia trazido reforços das Repúblicas do Níger e dos Camarões, com a intenção de ataques cristãos no dia de Natal.

A operação foi realizada para evitar crise religiosa e manter a paz e a ordem no Estado, disse à imprensa o Sr. Innocent Ilozuoke, comissário de polícia do Estado de Plateau.

Os terroristas muçulmanos foram detidos nos setores de Rikkos e Rafinpa, de Jos. Alguns dentre o pessoal do exército e da polícia saíram feridos com tiros e cortes de facões durante a batida policial. Os feridos foram tratados no Hospital-escola da Universidade de Jos.

As forças de segurança estão mantendo detido Mallam Ibrahim Mai-Mai, líder dos extremistas, acusado de planejar os ataques aos cristãos. Mallam Mai-Mai, que reside na cidade sede do município de Rafinpa, administra uma escola islâmica com 300 alunos matriculados. A escola, ao que se sabe, treina extremistas.

O clérigo muçulmano opera também uma fábrica de creme. As autoridades acreditam que as armas usadas nos ataques aos cristãos durante os distúrbios religiosos que ocorreram na cidade há dois anos estavam estocadas na fábrica.

No dia 7 de setembro de 2001, irrompeu a violência entre muçulmanos e cristãos em Jos, deixando mais de 5.000 pessoas mortas, a maioria delas cristãs. Daquela época até agosto deste ano, a crise alastrou-se a outras partes do Estado, cobrando um alto tributo em vidas e propriedades.

No momento, cerca de 150 muçulmanos estão sendo julgados por numerosos ataques a comunidades cristãs no Estado.

Muitos adeptos de Mallam Mai-Mai acreditam que o líder islâmico possui poder espiritual que o protege do mal. Essa crença supostamente os prepara para cumprir ordens de atacar os cristãos.

Mallam Abdullahi Yusuf, chefe local de Rafinpa, disse a Portas Abertas que presenciou a incursão policial aos quartéis dos extremistas.

Foi por volta das 3h da madrugada da quinta-feira, dia 18. Fui acordado pelos disparos. Ouvi muitos tiros fora da minha porta. Por isso, saí e vi os policiais, soldados e homens da força aérea.

Eles estavam atirando contra a casa de Mallam Mai-Mai, e houve também tiros vindos da casa. A batalha durou das duas às seis horas da manhã, disse ele.

Mallam Gidado, companheiro do clérigo muçulmano, disse a Portas Abertas em uma entrevista em Rafinpa que os homens da segurança apreenderam 5.000 dólares em dinheiro na incursão. Armas de vários tipos também foram recuperadas da casa.

Em seguida à ação policial, os líderes muçulmanos deram uma entrevista à imprensa em Jos para condenar as prisões. Falando em nome da organização Jamaatu Nasir Islam (JNI), os xeques Balarabe Dawud, Sani Yahaya Jengere e Alhassan Saeed classificaram a batida policial como uma agressão contra muçulmanos inocentes.

O Estado de Plateau tem a mais alta população de cristãos do que qualquer Estado do norte da Nigéria, uma região de predominância islâmica. No Estado estão também os escritórios de várias denominações e agências missionárias. Muitos acreditam que os incessantes ataques aos cristãos nesta parte do país tenham a intenção de enfraquecer o que os extremistas muçulmanos observam ser uma forte base cristã de operação.

Em um programa de rádio e televisão no dia 20 de dezembro, o governador de Plateau, Joshua Dariye advertiu que a paciência do governo com a comunidade muçulmana militante estava acabando. Ele disse que, a menos que eles aceitem a paz, o governo não terá alternativa a não ser tratar de forma decisiva com os membros que ameaçam a paz e a ordem.

O governo está consciente da presença de alguns elementos muçulmanos que se dispõem a causar desentendimento e confusão no Estado de Plateau, disse Dariye. As agências de segurança estão inteiramente mobilizadas para dar um fim em seus planos diabólicos.


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