A China não muda as políticas repressivas anti-religiosas

| 03/12/2003 - 00:00


Qualquer esperança que a nova liderança da China, chefiada pelo presidente Hu Jintao, pudesse conduzir a políticas mais liberais em relação aos adeptos religiosos parece ser prematura.

Um líder principal da igreja doméstica entrevistado em outubro confirmou que a repressão irá continuar em muitas áreas. As igrejas domésticas não registradas são assediadas, seus membros são multados e os líderes mandados sem julgamento para campos de reeducação através do trabalho. O líder da igreja doméstica viu pouca esperança de melhora num futuro próximo.

Católicos romanos leais ao Vaticano também enfrentam contínua oposição. No final de outubro, a Fundação Cardeal Kung, com base nos Estados Unidos, informou que doze padres e seminaristas clandestinos foram detidos após uma batida policial a um retiro espiritual em Gaocheng, na província de Hebei, no norte.

Apesar da nova liderança do Partido Comunista buscar a reforma econômica, permanece inflexível à genuína reforma política, à liberdade de expressão e religiosa.

No início deste ano, alguns intelectuais foram convocados para uma modesta reforma política, mas foram logo silenciados. Mais recentemente, a comissão governamental de radiodifusão disse que a TV e as estações de rádio manteriam a programação comunista ortodoxa.

Os jornais recebem listas de assuntos e histórias proibidos e são fortemente censurados. Um dos exemplos mais descarados da censura do Estado foi a retirada de todas as críticas da senadora americana, Hillary Clinton ao governo chinês na tradução de suas memórias. Quando a Sra. Clinton gravou sua visita na mais bela igreja protestante de Pequim, seu comentário de que a liberdade religiosa é um direito proibido a muitos foi inteiramente retirado da edição chinesa na versão Yilin de sua História Viva.

Inacreditável! Fiquei surpresa e ultrajada de que me pudessem censurar novamente, foi a reação da Sra. Clinton.

Poucos na China puderam compartilhar seu assombro. A repressão e a censura, apesar de não tão intensa como nos dias do presidente Mao, ainda é um quadro familiar da vida de cada dia.


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