Convertida egípcia libertada sob fiança

| 10/12/2003 - 00:00


Foi libertada na semana passada no Cairo a última cristã egípcia dos 22 presos desde meados de outubro e mantidos para tortura e interrogatório pela polícia de segurança.

A ex-muçulmana Miriam Guirguis Makar (foto com a família), 30, obteve a liberdade sob fiança concedida por uma corte egípcia e foi emitida a ordem de soltura da Prisão Feminina de El-Kanater, 45 dias depois de detida em sua casa em Alexandria.

Mas até o meio-dia de 2a.feira (8/12), ela ainda não havia sido libertada e não estava com a família, confirmaram fontes do Cairo a Portas Abertas.

Ela certamente será libertada, dizem eles, disse uma fonte, mas os procedimentos de soltura ainda não estão concluídos. Por isso talvez ela seja solta amanhã.

As autoridades judiciais exigiram 1.000 libras egípcias (163 dólares) como fiança para a libertação de Miriam, indicando que as acusações pendentes contra ela não foram retiradas.

Miriam e seus colegas suspeitos, mais da metade deles mulheres, foram acusados de falsificar documentos de identidade cristãos para si e para outros ex-muçulmanos. Foi exigido que todos pagassem várias quantias como fiança para a obtenção da liberdade.

De acordo com os advogados de defesa dos suspeitos, até agora não se acredita terem sido apresentadas as acusações criminais formais contra Miriam, contra o seu marido Yousef Samuel Makari suliman e outros cristãos detidos.

Casada e com duas filhas pequenas, Miriam e o marido converteram-se ao cristianismo quando moravam no Cairo. Eles se mudaram para Alexandria em 1999 numa tentativa de mudar a identidade de muçulmanos e começar uma nova vida como cristãos.

A polícia de segurança do Estado encarregada da repressão, que incluiu tanto cristãos coptas como convertidos do islamismo, acusou os suspeitos de cooperar em esquemas para mudar a identidade legal de ex-muçulmanos emitindo para eles novos documentos de identidade cristãos.

De acordo com a lei egípcia, é proibido a um muçulmano mudar sua identidade religiosa, apesar dos cristãos poderem converter-se facilmente ao islamismo.

Um dos convertidos detidos que foi gravemente espancado enquanto estava sob custódia da polícia, foi transferido para um hospital onde veio a morrer depois. O morto, identificado como Issam Abdul Fathr Mohammed, tinha cerca de 40 anos e, sabe-se que ele sofria de diabetes e outras doenças.

De acordo com um relatório da Anistia Internacional publicado no dia 20 de novembro, pelo menos 20 detidos foram torturados até a morte no ano passado enquanto estavam sob custódia policial no Egito. A tortura e outro tratamento cruel, desumano e degradante ou punição continua a ser praticados sistematicamente em centros de detenção, acusou a Anistia.


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