Convertido nigeriano é atacado por se recusar renunciar ao cristianism

| 11/12/2003 - 00:00


Um muçulmano convertido ao cristianismo escapou por pouco de ser morto ao ser atacado por um muçulmano fanático no dia 15 de setembro na cidade de Jos, centro da Nigéria.

O Sr. Lucky Kadri converteu-se ao cristianismo em 1984 em Jos. Desde então, os muçulmanos o têm seguido, prometendo matá-lo por ele ter abandonado o islamismo.

Kadri contou sua história a Portas Abertas em seu leito de hospital em Jos. Era por volta das 5 horas da tarde de segunda-feira quando meu irmão mais velho me telefonou para dizer que alguém estava procurando por mim na minha loja. Fui até lá, mas não encontrei ninguém me procurando. Assim, decidi arrumar minhas coisas porque já estava ficando tarde.

Quando me curvei para arrumar minhas coisas, senti um golpe na cabeça e caí. Levantei as mãos para me defender do que eu achava serem golpes de uma barra de ferro. Meu agressor estava rasgando minha barriga com um objeto afiado. Antes que eu percebesse, vi meus intestinos saírem. Então desmaiei.

Kadri disse a Portas Abertas que não conhecia o agressor. Nunca o tinha visto, mas me disseram que a polícia o prendeu e ele confessou ter sido mandado para me matar porque eu havia deixado o islamismo e me tornado cristão.

Nascido em um lar evangélico, Kadri temporariamente tornou-se muçulmano quando adulto por pressão do seu senhorio. No final das contas, infeliz com a decisão, orou a Deus para que o ajudasse e Ele o fez. consegui uma casa e me mudei, e então entreguei minha vida integralmente a Cristo.

A comunidade muçulmana em Jos, incomodada com sua conversão, mandou um líder muçulmano regularmente à loja de Kadri para convencê-lo a renunciar o cristianismo e voltar para o islamismo.

Antes deste incidente, a pessoa responsável esteve na minha loja. Ele me desafiou quanto à minha fé, fazendo-me perguntas, disse Kadri. Ele acredita que sua recusa em se retratar provocou a agressão.

Seu agressor o apunhalou oito vezes. O Rev. Kenneth Eze, pastor da Assembléia Cristã Fonte Viva onde Kadri congrega, disse a Portas Abertas que foi um milagre que ele ainda esteja vivo. O agressor cortou sua barriga. Mas graças a Deus que ele sobreviveu, disse Eze.

Kadri passou por uma cirurgia e atualmente se recupera no hospital. O médico que o operou disse que o que salvou Kadri da morte foi ele não ter comido antes do incidente, deixando seus intestinos quase vazios.

O comissário de polícia do Estado de Plateau, Innocent Illozuoke, numa clara tentativa de acalmar as tensões religiosas na cidade de Jos, anunciou na rádio e televisão do Estado que a polícia havia prendido os autores do crime. Ele apelou por calma e prometeu que os agressores enfrentariam o rigor da lei.

Enquanto isso, a decisão de uma mulher muçulmana de se converter ao cristianismo há dez anos contra a vontade dos pais forçou-a a esconder-se. Ela diz que seu pai muçulmano mandou grupos de extermínio atrás dela.

Folashade Olalekan disse a Portas Abertas na cidade de Ibadan, no sudoeste, que ela converteu-se ao cristianismo no norte da Nigéria em 1993 e logo depois informou seus pais seu desejo de casar-se com um homem cristão.

De acordo com a Sra. Olalekan, seu pai, Alhaji Mohammed Suleiman Gusau, opôs-se veementemente à minha conversão ao cristianismo e ao casamento com um cristão. Ele argumentou que era errado ele, como clérigo muçulmano, permitir que eu me tornasse cristã.

Ele me expulsou de casa e jurou não ter nada a ver comigo como filha. Meu pai também ameaçou meu marido e o advertiu a não se casar comigo.

Em 1993, a Sra. Olalekan e o marido foram forçados a se esconderem no sudoeste da Nigéria. Recentemente, meu pai mandou-me uma carta na qual me amaldiçoava e me deserdava, disse ela. Estou com muito medo agora porque ele ameaçou certificar-se de que meu marido, meus filhos e eu seremos mortos, a não ser que abracemos o islamismo novamente.

Ela disse a Portas Abertas que informou as autoridades policiais sobre as ameaças.

Não estou incomodada que ele tenha me deserdado, porque sei que Jesus está comigo, disse ela. Estou apenas preocupada com meus filhos e meu marido.


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