Violência atinge escolas na Nigéria

| 16/01/2007 - 00:00


De 10 a 19 de janeiro, publicaremos em nosso site um resumo das notícias que marcaram 2006. Serão 10 dias, cada um com o foco em um país diferente.

Instituições educacionais na Nigéria se tornaram um novo campo de batalha para extremistas islâmicos, fazendo com que professores e alunos cristãos do ensino médio e das universidades sofram.

Na escola secundária do governo em Bauchi, capital do Estado de Bauchi, alunos muçulmanos atacaram em 20 de fevereiro a professora de inglês Florence Chuckwu, depois que ela tomou o Alcorão que um aluno lia durante a aula. Com suas roupas rasgadas e um sangramento na cabeça, Florence foi trancada na sala do diretor para que ela não fosse morta na confusão que se armara. No fim do dia, mais de 20 cristãos foram mortos e duas igrejas foram queimadas ao lado de muitas casas que pertenciam aos cristãos. O paradeiro de Florence é desconhecido.

Em uma faculdade pública em Keffi, no Estado de Nasarawa (norte do país), um professor cristão foi julgado por blasfêmia depois de ele ter disciplinado um aluno muçulmano que chegou atrasado à aula. Joshua Lai, professor de História e inglês, foi acusado de blasfemar contra o profeta Maomé e de "criar provocação, confusão e prejuízo público". Os alunos muçulmanos atacaram os alunos e professores cristãos e queimariam quatro casas, incluindo a de Joshua. Sendo avisado por alunos cristãos de que os muçulmanos queriam decapitá-lo naquela noite, Joshua e seu filho fugiram. A polícia o prendeu em Abuja, e ele ficou sob custódia dela por oito dias, até ser libertado sob fiança.
 
Em fevereiro, alunos, professores e funcionários da escola de enfermagem e obstetrícia da cidade de Sokoto condenaram uma aluna à morte por apedrejamento por ter blasfemado. Ladi Muhammed, 22 anos, fugiu da sentença. Uma colega a censurou por ser cristã, depois de ouvir uma conversa que a fez entender que a mãe de Ladi era muçulmana, o que faria de Ladi uma apóstata. Na verdade, Ladi foi criada por sua mãe, uma cristã que vive no Estado de Kebbi, que se divorciou de um muçulmano quando Ladi ainda era bem nova. A insinuação teria levado Ladi a fazer afirmações "blasfemas", e ela foi interrogada pela direção da escola. Eles a julgaram e a levavam a uma corte sharia, para confirmar sua sentença de morte quando Ladi escapou. Na manhã seguinte, os alunos muçulmanos enlouqueceram, queimando a casa do administrador da escola, por ele ter deixado Ladi escapar. Os cristãos que moravam perto da escola também foram atacados.
 
Na Universidade Ahmadu Bello em Zaira, Estado de Kaduna, duas alunas cristãs desapareceram depois de sete alunas muçulmanas as atacarem na escola, em 18 de março. As duas alunas estavam a caminho do sanitário do alojamento feminino quando as muçulmanas, de véus e com trajes islâmicos, saíram da mesquita e as atacaram, agredindo-as até que perdessem a consciência. Identificadas apenas como Joy e Priscilla, as vítimas receberam tratamento na clínica da universidade, mas não foram vistas desde que o campus reabriu em 28 de março.

Leia as retrospectivas anteriores:
IRÃ (3º) - Onda silenciosa de perseguição
ERITRÉIA (14º) - Em 2006, Eritréia fecha o cerco
MUNDO MUÇULMANO - Represálias no Mundo Muçulmano
ÍNDIA (26º) - Campanha hindu contra missão no Estado de Rajasthan
INDONÉSIA (35º) - Terrorista confessa decapitações
IRAQUE (23º) - Cristãos viram alvo de seqüestros


Sobre nós

Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

Instagram

© 2021 Todos os direitos reservados

INÍCIO
LISTA MUNDIAL
DOE