Bombardeio no Sri Lanka atinge vila cristã

| 09/01/2007 - 00:00


Em 2 de janeiro, foram mortos 16 civis cristãos da etnia tâmil, entre eles sete crianças de até 10 anos, e cerca de 60 ficaram feridos em um bombardeio aéreo que aconteceu na vila de Illupaikadavai, distrito de Mannar in Sri Lanka

Quatro aviões de bombardeiro fizeram seus ataques às 9h35 daquela terça-feira. Houve 12 explosões em dez minutos. A informação foi fornecida pelo padre Arulnathan à agência de notícias do Ministério Voz de Salém.
 
Illuppaikkadavai é uma pequena vila. Sua população tem aumentado ao longo dos anos com a chegada de mais de quatro mil pessoas deslocadas, vindas de outras partes do norte do país em busca de refúgio. A vila está em uma área do distrito comandada pelos Tigres de Liberação do Eelam Tâmil (LTTE, sigla em inglês).

O lugar, ao longo de uma praia onde pescadores saem com seus barcos e jangadas, é popularmente conhecido como Padahu Thurai, uma designação dada aos lugares costeiros com tradição pesqueira.

Todas as famílias em Padahu Thurai ficam em casa para celebrar o Ano Novo no dia 1º de janeiro, ninguém costuma ir ao mar. O dia seguinte começa com uma espécie de descanso, em virtude das festas do dia anterior. Mas o ataque estava por acontecer.

As testemunhas do terror aéreo fugiram, deixando para trás um cenário de morte e destruição. Cerca de 25 casas de Padahu Thurai foram destruídas. Os telhados, feitos de palha, queimaram em muitos locais. Algumas das 60 pessoas feridas morreram por complicações em seu estado de saúde, outras tiveram seus membros amputados.

Há dois pequenos hospitais na região, os quais não puderam dar a assistência necessária. O maior hospital na região ficava a 40 minutos de distância, na cidade de Mannar. Uma mensagem urgente foi enviada, e a direção do hospital de Mannar enviou duas ambulâncias.

A barreira entre o governo do Sri Lanka e as áreas controladas pelo LTTE fica em Uyilankulam, e os funcionários de segurança em Uyilankulam não deixaram as ambulâncias irem a Iluppaikkadavai. Segundo o Ministério Voz de Salém, eles agiram assim por ordem do Ministério da Defesa em Colombo (capital do país).

A próxima alternativa era o hospital de Kilinochchi, que fica em uma área controlada pelo LTTE. Duas ambulâncias chegaram ao local do ataque e transportaram as pessoas com ferimentos mais graves, levando-as de volta ao hospital de Kilinochchi, a 96 quilômetro de distância.

Vinte e sete pessoas de Padaguthurai foram atendidas em Kilinochchi. Elas foram classificadas como as "menos graves" dentre as que receberam tratamento nos hospitais de Pallamadhu e Mulankaavil.

Pelo menos dez dos feridos que foram recebidos no hospital de Kilinochchi têm menos de dez anos de idade. Três mulheres grávidas também foram seriamente feridas.

O bombardeio em Iluppaikkadavai e os danos infligidos aos civis causaram choques à medida que os detalhes surgiam. Um comunicado sobre o incidente foi emitido pelo Gabinete de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU.

Os cingaleses continuam a sofrer profundamente com esse conflito, e a perda de hoje é o motivo de uma grande preocupação", disse Margareta Wahlstrom, secretária-geral adjunta para Assuntos Humanitários da ONU. É imperativo que ambos os lados do conflito tomem todas as medidas necessárias para cumprirem suas obrigações de acordo com a lei internacional de proteção aos civis. Temos visto, com muita freqüência, que eles têm falhado nisso.

A versão oficial dessa tragédia conta uma história diferente. No site do exército do Sri Lanka estava escrito o seguinte: Mannar, com o desejo de erradicar as forças dos Tigres no norte, bombardeou diversos alvos terroristas em Illuppailadavai, Mannar e em Panichchankerni de Vakere".


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