Polícia atira granadas de gás lacrimogêneo contra igreja

| 04/01/2007 - 00:00


A Igreja Episcopal do Sudão relatou um ataque da polícia contra seus membros na véspera de Ano Novo. A polícia atirou granadas de gás lacrimogêneo na Catedral de Todos os Santos em Cartum.

Segundo Paul Ciniraj, do Ministério Vozes de Salém, muitos dos membros foram feridos e seis deles foram hospitalizados.

O bispo Canon Sylvester Thomas, superintendente da Catedral, disse que ele não sabia o motivo do ataque. Vinte minutos depois que o culto de Ano Novo começou, ouviram-se explosões dentro da catedral.

Foram atiradas nove granadas no grupo de mais de 500 pessoas. Entre elas estavam pessoas importantes, como Abel Alair, ex-presidente do Sudão", disse Paul.

A esposa de Abel foi ferida, e o secretário do atual vice-presidente foi hospitalizado. Uma pessoa sofreu queimaduras por causa de uma cadeira plástica que pegou fogo."

Na confusão que se seguiu, vários membros da congregação que tentavam sair do prédio foram agredidos pelos policiais, que portavam cacetetes.

Paul Ciniraj informou que o governo muçulmano de Cartum não deu nenhuma explicação para o ataque. Apenas o jornal árabe al-Sudani relatou que a polícia estava atrás de um homem que realizou um assalto à faca e havia tentado se esconder entre um grupo de cristãos reunidos em frente à porta principal.

Entretanto, o pastor Canon disse que não havia ninguém à porta naquele momento.

A maioria da população sudanesa é muçulmana, mas há uma considerável minoria cristã, em particular no sul do país e na capital.

Um representante da Igreja Episcopal na cidade de Juba disse que fariam um protesto junto ao governo sobre o incidente.


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