Ministra alemã quer conter liberdade religiosa no país

| 15/12/2006 - 00:00


A ministra da Justiça alemã, Brigitte Zypries, quer limitações à liberdade religiosa. "Não devemos colocar qualquer comportamento sob a proteção desse importante direito básico", disse a social democrata em uma "Palestra sobre Política Religiosa", em Berlim, no dia 12 de dezembro.

Brigitte Zypries não possui filiação religiosa e é o único membro do gabinete da chanceler Angela Merkel que não afirmou "assim Deus me ajude" quando prestou o juramento.

A ministra, de 53 anos, está preocupada que as decisões tomadas pela Suprema Corte da Alemanha em matéria de religião resultem em um "tipo de liberdade para toda sorte de comportamento". Até fumar maconha pode ser legalmente considerado como uma prática religiosa, disse ela.

Brigitte Zypries acredita que liberdade religiosa deve ser definida com mais precisão. De outro modo, mais e mais cidadãos poderiam tentar se esquivar de cumprir as leis em geral fazendo referência à sua liberdade religiosa. Isso, enfim, não poderia ser tolerado.

Ensino religioso desvinculado de igrejas

A ministra também contestou o papel das igrejas no ensino religioso praticado nas escolas. De modo algum as igrejas poderiam reivindicar um monopólio no ensino de valores, disse ela. Os alunos poderiam aprender sobre religião também em outras disciplinas, como ética, lei e políticas.

Apenas as pessoas informadas sobre outras religiões podem tratar delas com respeito. Por isso os estudantes deveriam ser ensinados sobre todas as religiões - independente de sua própria crença e certamente a partir de uma perspectiva não confessional, defendeu Brigitte Zypries.

Na maioria dos 16 estados alemães o currículo escolar inclui o ensino religioso. A disciplina é ensinada em escolas públicas, em parceria com as igrejas, separadamente para católicos e protestantes. Aproximadamente dois terços dos 82 milhões de alemães são membros de igreja.


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