Cristã acusada de blasfêmia é absolvida

| 30/11/2006 - 00:00


A corte do distrito de Kasur, libertou Naseem Bibi, 30, que estava presa desde março. Sohail Johnson, coordenador do Ministério Compartilhar Vidas, informou que a corte considerou que ela era inocente das acusações de blasfêmia que lhe foram feitas por pessoas desconhecidas. Naseem, que recebe assistência legal do grupo, é mentalmente deficiente.

Ela foi presa no dia 3 de março, depois que alguns muçulmanos declararam tê-la visto urinar sobre uma foto de um lugar sagrado muçulmano. Felizmente a polícia interveio e conseguiu evitar que ela fosse linchada por uma multidão que se formou no local onde o incidente teria ocorrido (leia mais).

O promotor do caso acusou-a sob a seção 295-B, do Código Penal, conhecida como lei de blasfêmia, que impõe prisão perpétua para quem for condenado por profanar textos sagrados do islã. A lei também determina sanções mais leves para quem "ofender o mundo muçulmano". Mas, em geral, a lei é usada para resolver pendências tanto de muçulmanos quanto de cristãos.

Respostas de oração

Sohail Johnson, que ajuda pessoas acusadas de blasfêmia, declarou: "Apreciamos a decisão da corte porque esse caso foi armado. A polícia local abriu esse processo sob pressão de extremistas".

O ativista acrescentou que essa "é a segunda boa notícia para nós em um mês, depois que Ranjha Masih foi absolvido por uma corte superior de Lahore, em 10 de novembro". Ranjha Masih passou mais de 8 anos na prisão (leia mais).

Naseem é casada e tem três filhos. Agora ela está livre para voltar para casa na pequena vila de Kot Fattah Din, no distrito de Kasur.

"Estamos gratos a todos que têm orado pelos prisioneiros da fé - essa boa notícia é justamente a resposta de suas orações. Mas é preciso que todos continuem a orar porque há muitas pessoas que permanecem presas por causa da fé", enfatizou Sohail Johnson.


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