Companhia aérea proíbe funcionária de usar cruz no pescoço

| 19/10/2006 - 00:00


Nadia Eweida, uma cristã praticante, trabalha há 7 anos na British Airways e tem uma ficha empregatícia irrepreensível. No dia 20 de setembro, seu gerente notou que a cruz que ela usava em uma corrente no pescoço estava visível.

De acordo com os Padrões de Vestimenta da companhia, pediram que ela retirasse a cruz ou que a cobrisse com a echarpe. Como Nadia se recusou, teve de escolher entre uma suspensão remunerada e uma licença sem vencimentos.

Nadia Eweida alega que a política de uniformes da Bristish Airways é discriminatória contra os cristãos. Essa política estabelece que todas as jóias e símbolos religiosos podem ser usados, mas escondidos. Entretanto, abre exceção para o "hijab", o véu muçulmano, e os turbantes e braceletes sikhs, os quais, segundo o regulamento, são partes essenciais das respectivas crenças religiosas, impossíveis de ser escondidos.

Decisão parcial

O principal ponto de discórdia parece ser o que se constitui uma parte essencial de uma crença. Nadia foi inquirida, durante a reunião formal de reclamação, se ela concordava que não há nada na Bíblia que requeira que um cristão traga a cruz visível.

A companhia aérea decidiu que usar ou expor uma cruz não é uma parte essencial do cristianismo. Entretanto, essa definição não se aplica a outras religiões. O uso do hijab é motivo de embate entre muçulmanos que discordam de seu uso obrigatório. Um verso do Alcorão que fala sobre cobrir as mulheres é interpretado por alguns muçulmanos como uma ordem para usar o hijab, embora essa peça do vestuário não seja mencionada de forma específica.

Na fé cristã a cruz é um símbolo da morte sacrificial de Jesus Cristo, Deus encarnado, e de sua ressurreição, para tirar o pecado do mundo, ou seja, um símbolo da mais central doutrina do cristianismo. Muitos cristãos usam a cruz com o objetivo de declarar publicamente sua fé. Durante a audiência de reclamação, Nadia Eweida citou: "Jesus disse que se você me negar na terra eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus".

Nadia tem origem anglo-egípcia e em sua cultura a cruz é profundamente importante. Muitos cristãos egípcios tatuam a cruz nos pulsos, mesmo que isso cause maior perseguição, uma vez que isso os define como cristãos. Para Nadia, exibir sua cruz é uma parte tão essencial de sua fé como o hijab e o turbante são para muçulmanos e sikhs.

Igualdade de tratamento

O diretor da Fundação Barnabé, Patrick Sookhdeo, disse que "Nadia está comprometida com o apoio à Fundação Barnabé há muito anos, dando suporte aos cristãos perseguidos. Agora, ela mesma está sofrendo discriminação por sua fé, e a fundação está comprometida em apoiá-la durante essa experiência difícil.

A discriminação contra os cristãos é comum em contextos de maioria muçulmana, como o Egito, de onde se origina a família de Nadia. É parte do trabalho da Fundação Barnabé trabalhar para tornar conhecidos casos de injustiças anticristãs ao redor do mundo, e assistir onde for possível. Agora vemos a mesma coisa acontecendo de modo crescente no Reino Unido.

Mais uma vez, queremos tornar isso conhecido e apoiar essa cristã corajosa em seu desejo de demonstrar sua fé usando um símbolo visível - a cruz, que é central para a fé cristã. Suas colegas muçulmanas e sikhs da British Airways podem mostrar sua fé publicamente naquilo que vestem, mas Nadia e outros cristãos não podem. Tudo o que estamos pedindo é igualdade de tratamento para todas as religiões".

Alvo de ataques

Aqueles que perseguem os cristãos estão bem conscientes do significado da cruz como um símbolo da fé cristã. Eles têm consciência de sua importância para os cristãos, e o uso visível da cruz é alvo de ataques.

Em 13 de setembro, uma adolescente cristã no Paquistão foi agredida por seus professores muçulmanos por se recusar a remover a cruz. Kiran Shahzadi, 15, foi repreendida por usar a cruz e obrigada a retirá-la do pescoço.

Ela se recusou, dizendo que "a cruz é símbolo da nossa religião cristã e por isso não posso retirá-la". Seu professor começou a agredi-la e então levou-a a um outro professor que também a maltratou.

A cruz foi arrancada de seu pescoço e atirada na lata de lixo. Kiran foi obrigada a ficar sob o sol escaldante por várias horas, sem água, até que desmaiou.

Pedidos de oração:

 Ore por Nadia para que ela permaneça firme em defender sua fé e seu direito de expressá-la. Ore para que ela reaja com graça e força, e que seja sábia "como a serpente e prudente como a pomba" (Mt 10.16).

 Ore para que o interesse da mídia nessa história demonstre a desigualdade e injustiça que muitos cristãos enfrentam, e que parece estar se espalhando pelo Reino Unido.

 Ore por Kiran para que ela não se sinta desencorajada ou temerosa, e para que Deus esteja com ela.


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Uma organização cristã internacional que atua em mais de 60 países apoiando os cristãos perseguidos por sua fé em Jesus.

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