Paquistanês acusado de blasfêmia é absolvido

| 18/10/2006 - 00:00


As autoridades do Paquistão libertaram um jovem preso por blasfêmia no ano passado depois que ele foi considerado "mentalmente perturbado". Sohal Masih, de 26 anos, foi absolvido em 6 de outubro. Ele tinha sido preso em novembro de 2005 sob acusações de ter queimado páginas do Alcorão.

A seção 295 (B) do Código Penal do Paquistão, mais conhecido como "lei de blasfêmia", impõe prisão perpétua ou pena de morte para quem profanar o livro sagrado do islã. Com freqüência a lei é usada para resolver disputas pessoais e isso afeta tanto muçulmanos quanto cristãos.

A polícia abriu um caso contra Sohail com base no testemunho de moradores de Mohalla Raja Sultan, em Rawalpindi, onde ele morava. Seus vizinhos disseram ter visto Sohail atirando páginas do Alcorão em um monte de lixo que estava pegando fogo na noite de 9 para 10 de novembro do ano passado.

Logo depois de sua prisão, o Centro para Ajuda Legal e Assistência providenciaram um advogado para o jovem. O advogado encaminhou uma petição para que Sohail fosse absolvido por razões médicas. A defesa também argumentou que não havia evidências diretas contra Sohail e que a polícia não fez as investigações devidas e simplesmente confiou em "rumores".

O Ministério Paquistanês Compartilhando Vida irá arcar com as despesas médicas de Sohail e com a manutenção de sua família. Depois da prisão, os pais de Sohail deixaram Mohalla Raja Sultan por temer a ação de muçulmanos extremistas.


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