Corte condena militante muçulmano à pena de morte

| 17/10/2006 - 00:00


Um líder militante muçulmano, que esteve à frente dos conflitos religiosos que envolveram o Norte da Nigéria, em 1984, foi sentenciado à morte por um tribunal do Estado de Adamawa.

A Suprema Corte de Yola determinou, em 10 de outubro, que Musa Suleiman seja enforcado. Musa Suleiman, também conhecido como Musa Makaniki, líder de uma seita islâmica não ortodoxa chamada Maitatsine, foi considerado culpado das três acusações feitas contra ele: homicídio, incitação a distúrbios públicos e conspiração.

O juiz Bamare Bansi, que também é chefe do Judiciário de Adamawa, disse em seu julgamento que havia muitas evidências comprovando que o líder muçulmano planejou os amplos conflitos religiosos em que morreram cerca de 3 mil cristãos e muçulmanos.

Triunfo da lei

Audu Mohammed Gangs, representante da procuradoria do Estado, disse ao Compass que o julgamento foi um triunfo do domínio da lei. "O julgamento foi baseado em evidências disponíveis e por isso pode ser considerado como um triunfo da lei", ele disse.

Innocent Daagba, advogado de Musa Suleiman, disse que sua equipe irá apelar da decisão do juiz. "Não havia evidência suficientes para provar que meu cliente era culpado das acusações pelas quais ele foi condenado", afirmou Daagba.

Além da pena de morte por homicídio, Musa Suleiman, 51, foi sentenciado a seis meses de prisão e trabalhos forçados por conspiração. Pela condenação por incitar distúrbios públicos, ele foi sentenciado a 21 anos de prisão e trabalhos forçados, multa de 100 mil nairas (802 dólares) e 12 açoites com vara.

O juiz Bamare Bansi levou quatro horas para ler o veredicto, ligando as operações do militante islâmico às da al-Quaeda. Musa Suleiman apenas sorriu quando a sentença de morte foi pronunciada.

"É contra as normas sociais destruir vidas inocentes", o juiz disse. "Pessoas equilibradas na Nigéria, independente de convicções religiosas, pereceram nesse derramamento de sangue". Pessoas que procuram abusar da liberdade religiosa, causando confusão sob pretextos religiosos, precisam ser contidas, ele acrescentou.


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