Conflitos sectários marcam fim de semana em Poso

| 03/10/2006 - 00:00


Durante o fim de semana em Poso, província de Sulawesi Central, civis foram assaltados, bombas foram atiradas contra igrejas e centenas de policiais foram enviados para evitar o estopim de um confronto sectário após a recente execução de três cristãos. Entre 1991 e 2001 esse conflito produziu disputas sangrentas entre muçulmanos e cristãos.

Os moradores da cidade se fecharam em suas casas, o comércio interrompeu suas atividades e os proprietários deixaram suas lojas fechadas por causa da série de ataques ocorridos entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro.

Cerca de 20 homens usando máscaras negras bloquearam, em 1º de outubro, uma avenida da cidade, pararam um ônibus e forçaram cinco passageiros a desembarcarem, intimidando-os e agredindo um deles antes que a polícia chegasse. A vítima, um cristão, deu entrada no hospital em estado grave.

No sábado, 30 de setembr, a cidade assistiu a uma série de atentados a bomba; entre os alvos estavam uma igreja protestante em construção e uma escola. Ninguém ficou ferido.

Forças de segurança também sofreram ataques. Na sexta-feira, um grupo de cristãos de East Pamona, em Poso, atacou o superintende da polícia de Sulawesi Central, Badrotin Haiti, que estava visitando um quartel da polícia local.

Para os cristãos locais, o superintendente é considerado o principal responsável pela morte de Fabianus Tibo, Marinus Riwa e Dominggus da Silva, que foram executados em Palu no dia 22 de setembro, apesar das críticas internacionais. O julgamento dos três homens, que culminou com sua condenação como os líderes de uma milícia cristã que agia durante os conflitos de Poso em 200, foi altamente irregular e sujeito a pressões de muçulmanos extremistas.

Reforço policial

Na seqüência dos incidentes recentes, o governo central está enviando um reforço de 400 policiais para apoiar a já forte presença das forças de segurança na área para manter as coisas sob controle e evitar a erupção da violência como resultado das execuções.

As forças de segurança estão espalhadas dentro e fora de Poso em localizações estratégicas.

De acordo com alguns analistas políticos, Poso não assiste ao fim dos conflitos porque "algumas forças ocultas ainda estão agindo".

O governador de Central Sulawesi, HB Paliudju concorda. No fim do encontro com importantes oficiais do governo, incluindo as forças policial e militar, ele disse que "os mesmo provocadores (de 2000) estão novamente em ação".


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