Cristãos se arriscam ao professar sua fé na Arábia Saudita

| 30/08/2006 - 00:00


Na Arábia Saudita é estritamente proibido praticar qualquer religião que não o islamismo. Aqueles que desobedecem podem ser presos, torturados ou até mortos. Brian OConnor, cristão nascido na Índia, sentiu essa perseguição na própria pele.

Brian foi acusado de "difundir o cristianismo" na Arábia Saudita em 2004. A "muttawa" (polícia religiosa saudita) o prendeu sob a falsa alegação de venda de bebida alcoólica e posse de vídeos pornográficos. A muttawa tem autoridade para deter pessoas por violação dos rígidos padrões islâmicos no que diz respeito ao comportamento e a roupas apropriadas.

Durante o interrogatório, Brian foi brutalmente agredido e sentenciado a 10 meses de prisão e a receber 300 chicotadas. Quando estava preso, ele foi pressionado a se converter ao islamismo. Depois de passar sete meses na prisão, ele foi deportado para a Índia.

Um dos países mais intolerantes

A Arábia Saudita é considerado um dos países mais intolerantes à religião no mundo, ocupando o segundo lugar na Classificação de países por perseguição de 2006 da Portas Abertas Internacional, que classifica os países onde os cristãos enfrentam as mais intensas perseguições. No ano passado, o Departamento de Estado dos Estados Unidos designou mais uma vez a Arábia Saudita - ao lado de sete outros países - como "país de preocupação específica" pelas severas violações à liberdade religiosa.

Embora o governo saudita afirme exercer "tolerância prática" para com os milhares de não-muçulmanos que trabalham no país e cultuam particularmente em suas casas - como o próprio Brian - mesmo os cristãos de "igrejas domésticas" são cercados e julgados, sem advogado de defesa. Em 2005, na maior repressão saudita aos cristãos em uma década, 70 cristãos expatriados foram presos durante cultos realizados em domicílios privados. A maioria dos cristãos presos foi libertada depois de um tempo.

A apostasia - o abandono da fé islâmica - pode ser punida com a morte. Nenhum missionário tem permissão para entrar no país e oficiais rotineiramente abrem correspondências e cargas em busca de contrabando, incluindo materiais cristãos.

Quando foi solto, Brian OConnor disse que através de seu testemunho 21 de seus companheiros de cadeia se entregaram a Cristo. "Eu estava lá com um propósito", ele declarou.

Pedidos de oração:

 Ore para que os prisioneiros cristãos sejam libertados e para que haja justiça para os membros de todos os credos religiosos.
 Ore para que os cristãos possam exercer sua fé livremente.
 Ore por segurança para os cristãos que se reúnem em igrejas domésticas.


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