Conferência mundial denuncia extremismo religioso

| 28/08/2006 - 00:00


A oitava Conferência Mundial sobre Religião e Paz teve início neste sábado, em Kyoto, com um chamado pelo fim da violência e críticas à religião adulterada por extremistas.

Um total de 2.200 participantes - 800 deles autoridades religiosas - estão reunidos na antiga capital do Japão, para analisar, nos próximos quatro dias, o papel da religião, e sua capacidade de lutar contra as guerras que acontecem no mundo.

Os participantes irão discutir como as comunidades religiosas podem trabalhar juntas para pôr fim às guerras, eliminar a pobreza e proteger a Terra, disseram os organizadores.

Entre os presentes à reunião estão o ex-presidente iraniano Mohammad Khatami; a diretora-geral do Unicef, Ann Veneman; o ex-premier da Noruega Kjell Magne Bondevik; o cardeal Julio Terrazas; o príncipe Hassan Bin Talal, tio do rei Abdallah II, da Jordânia; e o rabino David Rosen.

O premier japonês, Junichiro Koizumi, também assistiu à abertura da conferência, e prometeu que seu país continuará contribuindo para a paz e prosperidade no mundo (...) Enfrentamos problemas cada vez mais numerosos e complexos, que devemos combater acima de fronteiras e diferenças religiosas.

A conferência reúne líderes religiosos procedentes de zonas em conflito, como países do Oriente Médio, a República Democrática do Congo e o Sudão. As comunidades religiosas se reúnem em um momento crucial, porque a religião foi tomada pelos extremistas, políticos e a imprensa, indicou em uma nota o secretário-geral da conferência, William Vendley. Homens de fé, comunidades e dignitários religiosos devem fazer suas vozes serem ouvidas, e passar para a ação, exortou.

Os conflitos que afetam o planeta nos lembram, constantemente, do que divide a Humanidade, mas existem mais coisas que nos unem, principalmente a preocupação com a existência e o bem-estar de nossos filhos, citou, por sua vez, a diretora do Unicef.

Esta é a primeira vez que a conferência é realizada em Kyoto desde a edição inaugural, em 1970. Os trabalhos continuarão até terça-feira.


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