Pastores presos recebem sua acusação

| 24/08/2006 - 00:00


Seis líderes de uma igreja doméstica foram acusados formalmente depois de ficarem 25 dias na prisão. Eles foram detidos após a destruição de sua igreja, disse a Associação de Ajuda à China, (CAA, sigla em inglês).

A igreja deles foi demolida no dia 29 de julho em Xiaoshan, província de Zhejiang (leia essa notícia aqui). Foram libertados outros dez cristãos, que estavam presos desde o dia da demolição da igreja.

Os seis presos foram acusados de "resistirem ao cumprimento da lei, instigando a violência". São eles: irmão Ni Weimin , irmã Shen Zhuke, irmão Shen Chengyi , pastor Wang Weiliang, irmão Feng Guanglian e irmão Guo Lijun
 
Pelo menos quatro advogados cristãos de direitos humanos se voluntariaram para defender os seis líderes de igreja presos.
 
A CAA também soube que o governo de Zhejiang demoliu a igreja Dalin na cidade de Shaoxing. A fonte aguarda mais detalhes.

Gao Zhisheng é preso

A prisão do famoso advogado de direitos humanos Gao Zhisheng, em 15 de agosto, causa preocupação tanto dentro como fora da China. Ele era responsável pela equipe de defesa do pastor Cai Zhuohua.
 
Gao foi seqüestrado por alguns agentes de segurança ao meio-dia de 15 de agosto. Ele estava na casa de sua irmã, na província de Shandong. Apenas dois dias depois, a agência de notícias oficial do país confirmou a prisão de Gao, acusando-o de ser suspeito de ter cometido um crime.

Desde então, o paradeiro de Gao continua desconhecido, e não é possível entrar em contato com sua família. Sua esposa e seus dois filhos (de 13 e 2 anos) estão sob prisão domiciliar. Quando alguns visitantes foram à casa deles, funcionários do Comitê de Segurança Nacional (NSB, sigla em inglês), atenderam a porta. Um grupo de funcionários do NSB ficaram com a esposa e os filhos de Gao em seu apartamento depois da prisão do advogado, a fim de monitora-los. Esses visitantes também descobriram policiais à paisana nas redondezas.
 
Bob Fu, presidente da CAA disse que a prisão formal dos seis líderes de igreja doméstica em Zhejiang e a detenção arbitrária de Gao Zhisheng será "o fator decisivo para o mundo inteiro ver se o governo chinês cumprirá de verdade sua promessa de aplicar a lei e liberdade religiosa".

Segundo ele, a prisão domiciliar da família de Gao é absolutamente ilegal. Entrar e ocupar uma propriedade privada à força está em "completa violação" da Constituição da China. Colocar duas crianças em prisão domiciliar também viola o Tratado Internacional de Direitos da Criança.

Para conhecer os detalhes do caso de Gao Zhisheng, clique aqui.


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