Cristãos indianos temem que campanha de ódio leve à violência

| 18/08/2006 - 00:00


Uma ampla campanha de ódio anticristã foi lançada pelo partido nacionalista hindu e anticristão BJP (Bharatiya Janata Party), em Tirupati, Estado de Andhra Pradesh.

O grupo de direitos humanos Preocupação Cristã Internacional (ICC, sigla em inglês) afirma que o BJP alega que os missionários cristãos estão fazendo proselitismo na cidade. O partido está agitando seus seguidores contra os cristãos na região de Tirupati, onde pregar qualquer outra religião é "proibido".

De acordo com o ICC, Tirupati é reverenciada como a casa do deus hindu Venkateshwara (segundo a crença, uma das encarnações do deus Vishnu). Lá fica o mais rico templo do país e acredita-se que as ofertas e coleções desse templo são menores apenas do que as do Vaticano.

"Grupos fundamentalistas hindus deflagraram várias manifestações para destacar as alegadas atividades de conversão dos cristãos na cidade. Uma extensa marcha de protesto foi promovido por grupos fundamentalistas em 10 de agosto", afirmou um consultor de mídia local.

De acordo com uma reportagem do ICC, mais de cinco mil pessoas participaram do protesto e, durante a manifestação, foi formado um comitê anticonversão.

Estopim para a violência

Um líder do protesto afirmou: "Os missionários cristãos estão atraindo os hindus ao cristianismo oferecendo a eles recompensas em forma de comida e moradia". Ele também fez ameaças dizendo que, se as conversões não parassem, a campanha anticristã se tornaria "mais rigorosa".

O ICC afirma que o problema começou quando quatro freiras foram presas pela polícia, depois que um grupo de 40 pessoas as impediu de visitar o hospital local para distribuir frutas e orar pelos doentes, em 27 de junho. As freiras faziam visitas ao hospital nos últimos 20 anos. Elas ficaram detidas na delegacia das 20 às 22 horas. De acordo com determinação da Suprema Corte, as mulheres não podem ficar sob custódia durante a noite.

O Conselho Geral Cristão da Índia escreveu para a Comissão Nacional para Minorias solicitando intervenção no sentido de colocar um ponto final na "campanha de ódio" contra os cristãos, que pode ser o estopim da violência anticristã.

Um funcionário do governo estadual disse, em 10 de agosto, que "podem ser abertos casos contra aqueles que forem considerados culpados de proselitismo nos locais sob rigorosas leis, que os consideram iguais aos homicidas".


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