Governo chinês intervém em igreja oficial e destitui pastor

| 14/08/2006 - 00:00


Conforme a Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês) um pastor do Movimento das Três Autonomias (TSPM, sigla em inglês) na província de Shanxi foi proibido de pregar, e foi obrigado pelo Comitê de Assuntos Religiosos a deixar sua igreja.
 
Essa igreja, do distrito de Pinglu, convidou um pastor de Hong Kong, o norte-americano Dennis Balcombe (Bao Dening, em chinês) para visitar a igreja. O Comitê de Assuntos Religiosos se opõe fortemente a essa igreja.

O pastor Dennis Balcombe nasceu nos EUA e é um missionário ativo na Ásia. Ele contribuiu muito para o reavivamento carismático na província de Henan em meados da década de 1980. Ele é agora um pastor na Igreja do Reavivamento Cristão em Hong Kong.
 
De acordo com contatos, Zhang Lianjie, chefe do Comitê de Assuntos Religiosos de Pinglu, e Sun Tianfang, funcionário do mesmo departamento, foram à igreja em Pinglu na manhã o dia 6 de julho, para investigar o assunto. Eles foram à igreja de novo naquela noite, para obrigarem o pastor Hu Qinghua a cancelar o convite. O pastor se recusou a fazer isso.

Visitas sucessivas

Na noite de 7 de julho, Lianjie foi à igreja secretamente, observar o culto e ouvir o pastor Qinghua pregar, mas ele foi descoberto.
 
No dia 8 de julho, Lianjie apareceu na igreja mais uma vez, tentando encontrar alguma falha no sermão do pastor Qinghua. Ele distorceu a mensagem do pastor e disse que Qinghua havia amaldiçoado os irmãos.
 
Lianjie voltou à igreja em 9 de julho. Desta vez, ele tentou interromper um estudo bíblico e proibiu as crianças de escutarem histórias bíblicas.
 
No dia 10, um grupo de funcionários liderado por Zhang Lianjie, chegou à igreja de Pinglu pela manhã. Os líderes foram compelidos a cancelar o convite ao pastor Bao Dening perante a congregação naquela tarde. A reunião foi filmada.
 
Lianjie e outros funcionários do governo local voltaram à igreja nos dias seguintes. Apesar da imensa pressão, as atividades da igreja continuaram. Entretanto, no dia 13 de julho, Lianjie foi à igreja, ameaçou a congregação e proibiu o pastor Qinghua de pregar.
 
Três dias depois, Lianjie, com mais três funcionários do Comitê de Segurança Nacional, chegaram à igreja para forçar os líderes a mandarem embora o pastor Qinghua. Mas, como os líderes permaneceram em defesa da verdade e do pastor Qinghua, o plano do governo falhou. No entanto, esses funcionários colocaram o pastor Qinghua em prisão domiciliar.
 
Em 24 de julho, Zhang Lianjie voltou à igreja e anunciou que uma reunião seria realizada na manhã seguinte para "discutir" a saída do pastor Hu Qinghua de Pinlu. Todos os membros do TSPM e do Conselho Chinês de Cristianismo (CCC) deveriam estar nas reuniões.

Insistência

Todos os irmãos na igreja começaram a chorar e suplicaram ao Deus Soberano para reverter a situação. Todos sabiam que a igreja de Pinlu precisa do pastor Qinghua, mais eles não se atreveram a se opor diretamente ao governo. Os cristãos na Igreja Nacional Chinesa são mais cautelosos: eles escolhem normalmente ficar em silêncio e orar a Deus.
 
Zhang Lianjie chegou à igreja na manhã do dia 25 de julho, mas a reunião foi cancelada porque o número de cristãos presentes não atingiu o quorum mínimo. Lianjie não perdeu essa oportunidade de caluniar o pastor Qinghua, ao dizer que ele "gritava a discórdia" e que o pastor Bao Dening era um anti-China". Quando alguns líderes lhe pediram evidências, ele ficou sem reposta.
 
A reunião começou às 18 horas, e os líderes falaram diretamente sobre a questão do pastor Hu Qianghua. Eles enumeraram as realizações do pastor desde que ele assumiu a igreja. O grande desenvolvimento da igreja e o progresso na vida espiritual dos irmãos fizeram os líderes chegarem à conclusão de que o pastor Qinghua deveria ficar. A reunião continuou até às 23 horas e não importava o quanto os líderes insistissem, Lianjie declarava que o pastor Qinghua deveria sair da igreja imediatamente, pelas seguintes razões:
 
1. O pastor Hu Qinghua não teve a aprovação do Comitê de Assuntos Religiosos de Pinglu quando chegou à igreja;
 
2. O pastor não tinha um certificado de pregador;
 
3. O pastor não era ordenado na China;
 
4. O TSPM e o CCC da província não estavam cientes da vinda do pastor Qinghua a Pinglu;
 
Por fim, Lianjie anunciou que o pastor Qinghua deveria deixar a igreja no dia seguinte.
 
Qinghua deixou Pinglu, mas ele continua a confortar os irmãos da igreja por telefone, e os encoraja a permanecerem firmes na verdade.
 
Bob Fu, presidente da CAA declarou: "O Comitê de Assuntos Religiosos de Pinglu perturbou seriamente as atividades religiosas normais da igreja, e feriu os cristãos de lá. O governo local violou o principio de liberdade religiosa estipulado na Constituição chinesa e colocar o pastor Hu Qinghua em prisão domiciliar é completamente ilegal".


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