Coréia do Norte constrói Igreja Ortodoxa na capital do país

| 11/08/2006 - 00:00


Pela primeira vez uma Igreja Ortodoxa Russa será aberta em Pyongyang, neste fim de semana. Esse é um projeto estranho, considerando que a liberdade de religião existe quase que exclusivamente no papel nesse fechado país comunista.

Supõe-se que o ditador Kim Jong-Il seja um comunista ateu. Então, por que ele fez da Igreja Ortodoxa Russa seu último projeto de estimação?

Em 13 de agosto, a primeira Igreja Ortodoxa do país será inaugurada em Pyongyang, capital do país. O bispo russo metropolitano Kyrill, o segundo na hierarquia da igreja depois do patriarca, irá a Pyongyang para consagrar o novo templo.

"A consagração de uma Igreja Ortodoxa na Coréia do Norte é um grande evento na vida religiosa do país e nas relações entre o povo norte-coreano e o russo. Nossa igreja também atribui importância especial ao desenvolvimento da religiosidade na península coreana", declarou à agência de notícias Interfax o arcebispo Nikolai Balashov, membro da delegação russa que vai à Coréia do Norte.

Vestes trocadas

Contudo, na Coréia do Norte, a liberdade de religião existe apenas nominalmente, e a razão por traz da atual generosidade de Kim Jong-Il para com a religião Ortodoxa permanece obscura. O que se sabe é que o ditador surgiu com a idéia de construir a igreja em uma viagem à Rússia em 2002, durante a qual ele visitou uma casa de oração Ortodoxa.

No ano seguinte, ele enviou quatro jovens do recém-estabelecido Comitê Ortodoxo Norte-coreano para um treinamento espiritual no Seminário Ortodoxo de Moscou. Durante o curso rápido, eles foram ensinados a se tornar servos da igreja. Lá, eles trocaram suas roupas escuras com a insígnia de Kim Jong-Il por paramentos sacerdotais.  Os quatro rapazes trabalharam anteriormente para o serviço de inteligência norte-coreano.

Depois da visita ao seminário, os cristãos recém-batizados, que não conheciam outra coisa senão a ideologia pessoal de Kim Jong-Il e seu pai, foram enviados para a cidade de Vladivostok, no leste da Rússia, a fim de obter experiência prática.

Fiodor Kim, um dos novos diáconos ortodoxos norte-coreanos, admitiu que tem sido "muito difícil" adotar a religião Ortodoxa. Mas, ele não teve muita escolha: o "amado líder" já tinha tomado a decisão de construir a igreja.


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