Cinco cristãos chineses detidos recebem acusações formais

| 16/08/2006 - 00:00


A Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês) soube no dia 8 de agosto que depois de duas semanas de detenção, a polícia finalmente emitiu uma notificação a cinco dos 50 cristãos que foram presos durante a demolição da igreja da cidade de Dangshan, província de Zhejiang.

Eles foram notificados de que estavam sob "detenção criminal". Os cinco são acusados de "interferir no trabalho de policiais". Dois dos cinco decidiram contratar como seus defensores os advogados Sun Hongye, Li Baiguang e Zhang Xingshui.
 
A CAA também soube que os cristãos foram cruelmente torturados durante o interrogatório. Os métodos são muito brutais, conforme as descrições dos cristãos que foram libertados. Pelos menos três deles tiveram suas costelas quebradas. Quatro mulheres foram forçadas a se despir em público.
 
Os parentes desses cristãos, além de suportarem a dor da prisão de seus familiares, também tiveram suas casas revistadas pela polícia, e algumas de suas propriedades foram confiscadas.
 
Segundo as estatísticas, até 8 de agosto, dos 50 cristãos presos durante a demolição da igreja de Dangshan, mais de 20 haviam sido libertados e aqueles 5 foram informados de "detenção criminal" o que significa que eles podem sofrer processos. Mais de 20 continuam presos sem terem sido acusados.

Recorde de perseguição
 
Os cristãos em Xiaoshan, na mesma província de Zhejiang, disseram que o nível da perseguição ultrapassou o da época da Revolução Cultural, e é o mais sério da história de 140 anos das igrejas de Xiaoshan. Essas igrejas contrataram a Associação de Advogados de Direitos Humanos para Cristãos Chineses para ser seus representantes legais em todos os processos. Fan Yafeng e Li Baiguang, membros da Associação, chegaram em Xiaoshan e investigam o incidente.
 
Conforme algumas fontes, o governo de Zhejiang planeja demolir outras duas igrejas na cidade de Shaoxing. A CAA pede que a mídia internacional pressione o governo de Zhejiang para que este pare de violar o direito constitucional de liberdade religiosa na China.
 
Por fim, a CAA também soube que Zan Aizong, um repórter cristão em Zhejiang, foi demitido de seu cargo em um jornal do governo por causa de uma reportagem que ele publicou sobre o incidente em Xiaoshan. Sua demissão ainda não foi divulgada.


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