Corte prorroga fiança de líderes da Missão Emanuel

| 09/08/2006 - 00:00


O Supremo Tribunal de Rajasthan prorrogou a fiança temporária do fundador da Missão Internacional Emanuel (EMI, sigla em inglês), o arcebispo M.A. Thomas, e de seu filho Samuel Thomas, presidente da EMI. A fiança vale até 30 de novembro.

A corte também lhes concedeu fiança antecipada (concedida antes da prisão) em outro caso.

O advogado da EMI, Muhammad Akram, disse à agência de notícias Compass que o tribunal estendeu o prazo da fiança provisória, que vencia em 1º de agosto, por mais quatro meses. A extensão estava relacionada a dois casos arquivados em fevereiro, contra os dois homens e outro funcionário da EMI por supostamente distribuírem um livro controverso, chamado Haqeekat. Foi dito que o livro denegria a religião e as divindades hindus.

Muhammad disse que a corte também concedeu uma fiança antecipada aos líderes da EMI em um terceiro caso, arquivado contra ele e outros oito trabalhadores da EMI. Eles foram acusados de manter crianças ilegalmente no orfanato da EMI em Kota. A queixa foi feita por Savita Krishna, um funcionário do Departamento Estadual de Bem-Estar, também em fevereiro, em uma delegacia no distrito de Kota, Estado de Rajasthan, onde fica a EMI.

O advogado pediu fiança antecipada depois de saber que a Seção 153(a) do Código Penal Indiano, que trata de ferir sentimentos religiosos, havia sido acrescentado na queixa contra o orfanato, a fim de facilitar a prisão do arcebispo Thomas e de seu filho.

A polícia prendeu Samuel Thomas, o administrador V.S. Thomas, o aluno do colégio bíblico Vikram Kindo e o chefe de operações R.S. Nair, um hindu, por causa do livro Haqeekat.

Samuel Thomas foi preso no dia 16 de março, e libertado sob fiança provisória no dia 2 de maio.

O arcebispo Thomas também foi acusado, mas ele se escondeu e pediu fiança antecipada, antes de comparecer à delegacia de Udyog Nagar, em Kota, em 15 de maio, para responder às acusações.

Ataques e prejuízos

Muhammad disse que os funcionários do Departamento de Bem-Estar colocados recentemente no orfanato, não cuidavam bem das crianças.

Ele disse que, na semana passada, várias crianças se sentiram mal, mas esses funcionários só lhes deram analgésicos, sem lhes encaminhar a um médico ou hospital, para fazerem os devidos exames. "Mesmo o reservatório que estoca a água potável não é limpo há muito tempo, uma das razões pelas quais as crianças estão ficando doentes."

Antes disso, em 6 de julho, jovens não-identificados tentaram molestar meninas do orfanato, e atearam fogo às instalações, causando um prejuízo de mais de 8.600 dólares.

Dinesh Rajpurohit, um membro ativo da organização extremista hindu Matantaran Virodhi Manch (Frente de Anticonversão), é o líder da equipe que vistoria o orfanato.

Os funcionários da EMI reclamaram que, desde que funcionários do governo foram designados para o orfanato, fundamentalistas hindus freqüentam o lugar e molestam a equipe e as crianças.

Ministro contrário às minorias

O jornal "Rajasthan Patrika", relatou, em 7 de julho, que o Supremo Tribunal emitiu um aviso ao Departamento de Bem-Estar e ao seu ministro, Madan Dilawar, em uma petição que o acusava de instigar pessoas contra minorias, incluindo a minoria cristã.

Reconhecendo que Madan estava envolvido em atacar cristãos antes mesmo de se tornar ministro, o jornal disse que ele intensificou os ataques depois de assumir o Departamento.

Os funcionários do Departamento foram enviados ao orfanato depois de uma ordem do tribunal, em 13 de junho, que liberou cinco petições por escrito feitas pela EMI, contra a revogação do registro de cinco de suas instituições. A revogação foi feita pelo Registro de Sociedades do distrito de Kota.

Mais tarde, em 28 de junho, o Supremo Tribunal restituiu temporariamente os registros das cinco instituições, e também o acesso às suas contas bancárias.

A EMI dirige o instituto bíblico Samiti, o orfanato Anath Ashram, a Escola Emmanuel da Sociedade, o hospital Chikitsalaya Samiti, e a Sociedade de Fiéis. A organização dirige um movimento de igrejas nacionais e atende a mais de 1 mil crianças com trabalho humanitário e educacional.

O Registro de Sociedades do distrito de Kota alegou que as reuniões da diretoria das instituições não estavam sendo realizadas regularmente, e que o diretor e o presidente eram parentes - o que é contrário às regras do governo quanto às sociedades.

Por causa disso, o registro das instituições da EMI foi revogado, em 20 de fevereiro, e suas contas bancárias congeladas.

A tensão em Kota começou em 25 de janeiro, quando o arcebispo Thomas e seu filho receberam ameaças de morte, que lhes diziam para não realizarem a cerimônia anual de formatura para as centenas de órfãos e estudantes dalits cristãos, marcada para 25 de fevereiro.


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