Presidente boliviano critica líderes católicos

| 27/07/2006 - 00:00


O presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu uma mudança dentro da igreja católica do país, acusando-a de agir como nos tempos da Inquisição.

Segundo Morales, os líderes católicos deveriam entender a necessidade de liberdade de religião e crença.

Recentemente, o seu governo anunciou planos de ensinar uma gama de religiões nas escolas, assim como tradições nativas.

Líderes eclesiásticos se opuseram aos planos de mudança, convocando os católicos a defenderem a sua fé.

Não é possível que imponham sua visão. Eu estou muito preocupado com o comportamente de alguns líderes da igreja católica, que agem como no tempo da Inquisição, afirmou o presidente boliviano.

Ele insistiu, contudo, que a Bolívia vai continuar a respeitar a igreja.

Morales fez essas declarações depois que líderes católicos criticaram o plano de reformas, que acabaria com o domínio de longa data do catolicismo nas igrejas bolivianas.

"Mentirosos"

O arcebispo de Santa Cruz, Cardeal Julio Terrazzas, disse no domingo que os católicos estão sendo passivos diante das mudanças planejadas por Morales.

Grandes guerras começam com pequenas teorias... com este discurso de ódio, de rancor, disse ele.

O ministro da Educação do país, Felix Patzi, disse no domingo que os líderes católicos estão mentindo ao alegar que o governo tem o objetivo de destruir a igreja.

Patzi afirmou, contudo, que as mudanças permitirão que os bolivianos rompam fronteiras étnicas que marginalizaram as tradições nativas por mais de 500 anos, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

A maioria dos bolivianos se qualifica como católica, segundo dados de um censo realizado no país.

Depois que a igreja católica consolidou o seu poder na Europa, nos séculos 12 e 13, ela criou a Inquisição para garantir que hereges não minassem essa autoridade.


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