Pastor é detido por imprimir Bíblias na China

| 19/05/2006 - 00:00


Nas duas últimas semanas, muitos pastores de igrejas domésticas foram presos nas províncias chinesas de Shandong e Jiangsu. Um pastor sul-coreano foi expulso do país por agentes de segurança e um famoso jurisconsulto chinês, defensor de direitos humanos, foi proibido de ir para o exterior.

A Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês), informou que o pastor Liu Yuhua foi detido no dia 26 de abril na província de Shandong. Ele foi encaminhado para o Centro de Detenção da região de Linchu.

O informativo que a família do pastor recebeu dizia que Yuhua havia sido acusado de "envolvimento em transações ilegais". Ele imprimia e distribuía gratuitamente Bíblias e outros materiais aos cristãos, por causa do rápido aumento no número do grupo.

Uma fonte disse que o escritório do pastor Yuhua foi revistado sem um mandado de busca. Sua conta bancária foi congelada e o dinheiro depositado lá foi confiscado. Especialistas legais dizem que este caso é bastante similar ao do pastor Cai Zhuohua, de Pequim. Cai foi sentenciado em 2005 a três anos de prisão por imprimir materiais cristãos.

Uma forma do governo chinês perseguir os líderes religiosos é considerando suas atividades religiosas ilegais. Gao Zhisheng é um advogado que teve seu escritório fechado ano passado pelo governo, por causa de seu trabalho voluntário em favor dos direitos do pastor Cai.
 
Segundo a CAA, no dia 10 de maio, pastores e líderes de igrejas domésticas foram presos na cidade de Suqian, em Jiangsu. Quase 60 cristãos participavam de um estudo bíblico na casa do pastor Cai Zhirong quando a invasão aconteceu. Uma testemunha disse que alguns cristãos se recusaram a ir embora porque a polícia não tinha um mandado de prisão. Os policiais usaram bastões de choque elétrico para agredi-los.

Depois de um interrogatório de 10 horas, todos os 11 pastores, incluindo o sul-coreano Cui Rongbo e seus tradutores foram libertados. No entanto, o pastor Cui foi levado pelas autoridades chinesas no dia seguinte e recebeu ordens de deixar o país em 48 horas. Cui deixou a China no dia 13 de maio.
 
O jurisconsulto Fan Yafeng, pelo contrário, foi impedido de sair do país. Ele é um pesquisador da Academia Chinesa de Ciências Sociais, um grupo de estudiosos dirigido pelo governo. Segundo a CAA, no dia 9 de maio os funcionários da alfândega do Aeroporto de Pequim informaram Yafeng que "o nome dele estava na lista das pessoas que não podem sair do país". Yafeng estava de partida para os Estado Unidos, onde participaria de uma reunião com o presidente Bush. Ele não compareceu à Cúpula da Liberdade da China, realizada nos EUA em 2 de maio, por causa de obstáculos colocados pelas autoridades chinesas.
 
"Essa nova onda de prisões certamente contradiz o compromisso que o governo tem com a liberdade religiosa", disse Bob Fu, da CAA. Ele pede ao governo chinês para libertar os presos e para agir de forma que demonstre o "verdadeiro espírito" da lei.


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