Coréia do Norte acusa EUA de promover "repressão religiosa"

| 19/05/2006 - 00:00


A luta dos Estados Unidos contra o terrorismo "é uma guerra repugnante destinada a insultar os direitos humanos dos povos do Iraque e do Afeganistão", assim como tem sido "um modo cruel de destruir a liberdade religiosa dos muçulmanos". A acusação foi feita em 17 de maio pela Agência Central de Notícias da Coréia, o órgão de imprensa oficial da Coréia do Norte, um dos mais opressivos regimes do mundo.

"Os Estados Unidos estão estendendo o teatro da guerra de agressões a países islâmicos como Irã e Síria, sob o pretexto de conter o desenvolvimento de armas nucleares e o apoio ao terrorismo, mas o único interesse deles é prender e perseguir muçulmanos inocentes".

O documento continua: "Os fuzileiros navais levam muçulmanos a prisões que lembram os campos de concentração operados pelos nazi-fascistas. Não satisfeitos, eles cometem atos de blasfêmia como jogar o Alcorão na privada". O texto termina com um "aviso" a Washington quanto à insistência de levar a guerra adiante, dizendo que "a comunidade internacional está começando a entender suas verdadeiras intenções: repressão religiosa e confronto de civilizações sob o pretexto da democracia".

Cristãos desapareceram

Na Coréia do Norte, apenas o culto ao líder Kim Jong-Il e ao seu pai Kim Il-Sung é permitido. O regime sempre procura impedir a prática da religião e costuma forçar os fiéis a se registraram em organizações controladas pelo partido. É freqüente a perseguição brutal e violenta aos cristãos que não se registram e aos que se dedicam a atividades missionárias.

Por sua vez, Pyongyang diz que a liberdade religiosa é uma realidade no país, garantida pela Constituição. De acordo com as estimativas oficiais do governo, há cerca de 10 mil budistas, 10 mil protestantes e 4 mil católicos na Coréia do Norte. As estimativas do governo contabilizam os religiosos filiados a associações reconhecidas.

Desde que o regime comunista foi implantado em 1953, cerca de 300 mil cristãos desapareceram e não existem mais padres ou freiras, que podem ter sido mortos durante as perseguições. Atualmente há cerca de 80 mil pessoas em campos de trabalho forçado, submetidas à fome, tortura e até a morte.


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