Incidente envolvendo grupo religioso provoca tensão entre países

| 28/04/2006 - 00:00


O governo chinês condenou o grupo Falun Gong pelo incidente ocorrido na semana passada envolvendo a militante Wang Wenyi que interrompeu o discurso do presidente Hu Jintao no gramado da Casa Branca.  Um registro de jornalista permitiu o acesso da mulher de 47 anos à área de impresa, de onde ela interrompeu o líder chinês quando este se dirigia ao presidente norte-americano George W. Bush. O ato de Wang Wenyi atraiu a atenção da mídia internacional.

Qin Gang, porta-voz do Ministério do Exterior, disse que Pequim encaminhou representações a Washington a respeito do incidente. O porta-voz disse que o fato "demonstra uma vez mais que o Falun Gong não é só uma seita, mas é uma organização política anti-China com péssimas intenções políticas". Ele também intimou os Estados Unidos a deter as "atividades anti-China" do grupo.

Descrito pelo governo chinês como um grupo político contrário à China, o Falun Gong é uma organização religiosa inspirada no budismo e nas técnicas taoístas de meditação, ginástica e dietas e tem muitos seguidores no país. O grupo foi banido em 1999 como um culto maligno, e seus membros foram violentamente perseguidos pela polícia e pelo serviço secreto.

Credencial de jornalista

A médica Wang Wenyi obteve acesso à uma entrevista coletiva com uma credencial de jornalista providenciado pela "Epoch Times", uma publicação ligada ao Falun Gong. Antes que ela fosse retirada de lá pela segurança, conseguiu gritar em chinês: "Pare de oprimir o Falun Gong!" Para o presidente Hu Jintao ela ameaçou: "Seus dias estão contados!" Para George Bush ela gritou em inglês: "Presidente Bush, impeça os assassinatos dele!".

Dois dias depois do incidente, a médica foi acusada em uma corte federal de intimidação intencional, coerção, ameaça e assédio a um oficial estrangeiro. Tal contravenção é punida com até seis meses de prisão e multa. O advogado de Wang Wenyi disse que ela apenas exerceu seu direito de se expressar livremente.

O governo dos Estados Unidos desculpou-se com Hu Jintao pelo incidente, mas permanecem as dúvidas de como a médica conseguiu driblar a segurança, uma vez que ela é conhecida por atitudes semelhantes. Em 2001, ela conseguiu vazar a segurança em Malta e interrompeu o discurso do então presidente chinês Jiang Zemin.


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