Presidente da Missão Emanuel aguarda libertação sob fiança

| 26/04/2006 - 00:00


Em 21 de abril, a Corte Suprema da Índia concedeu fiança antecipada ao arcebispo M.A. Thomas, fundador da Missão Internacional Emanuel (EMI, sigla em inglês) que estivera escondido desde o momento em que as autoridades emitiram um mandado de prisão para ele, em uma medida apoiada por extremistas hindus contra seu ministério.

A corte também concedeu fiança a V.S. Thomas, o administrador da EMI. No mesmo dia, uma corte menor também concedeu fiança ao menor Vikram Kindo da EMI.
 
Os três, entre outros, foram acusados de publicar um livro, "Haqeekat", que alegadamente denigre os deuses hindus - uma acusação que os funcionários da EMI negam. V.S. Thomas e Vikram Kindo foram presos em 20 de fevereiro. Extremistas hindus tinham oferecido uma recompensa de 26 mil dólares pela cabeça do arcebispo e a mesma quantia pela de seu filho, o reverendo Samuel Thomas, presidente da EMI.
 
A corte concedeu fiança antecipada a M.A. Thomas porque ele tem mais de 70 anos e recebeu o Padam Shri, o mais importante prêmio civil no país em 2001, contou ao Compass Lansinglu Rongmei, secretário da Associação Cristã Legal da Índia.

Um dia depois da ordem da Corte Suprema, V.S. Thomas foi liberto, disse Mohammad Akram, o advogado da EMI no Estado de Rajasthan. "A corte juvenil de Kota concedeu fiança a Vikram Kindo em 21 de abril, mas ele ainda não foi solto, uma vez que somente um parente consangüíneo pode preencher o documento de fiança", disse ele.
 
Os parentes de Vikram, que vivem no Estado de Bihar, foram contatados e, em breve, comparecerão para a soltura dele, disse Akram.
 
Assunto protelado

O advogado afirmou que as acusações contra Samuel Thomas foram feitas, em 15 e 17 de abril, em dois casos registrados contra ele em duas delegacias diferentes em Kota.
 
"Uma instância inferior tinha anteriormente rejeitado a fiança de Samuel, afirmando que o argumento era inconsistente, já que as acusações contra ele não haviam sido armadas", disse Akram. "Depois, quando eu solicitei fiança pela segunda vez, na corte do Juiz do Distrito Adicional No. 2, em 17 de abril, o pedido de fiança foi novamente rejeitado".
 
Então, Akram solicitou fiança de Samuel Thomas na Corte Suprema de Rajasthan, em 22 de abril. O assunto surgiu na audiência do dia 25, mas a corte protelou o assunto por mais um dia, acrescentou ele.
 
Samuel foi preso em 16 de março, em Noida, uma cidade perto de Nova Déli, enquanto estava a caminho da residência do advogado R.K. Jain para discutir a fiança para seu pai. Ele está em uma cela separada na prisão de Kota, já que Akram havia solicitado à corte que assegurasse proteção, porque os extremistas hindus estavam planejando atacá-lo.
 
Revogação de registros

Os registros de todas as instituições da EMI permaneceram cancelados e suas contas bancárias continuam congeladas até o momento. Contudo, essas instituições estavam funcionando, sem qualquer ameaça.
 
O Registro de Sociedades enviou um documento três dias antes de revogar os registros de suas instituições, em 20 de fevereiro, sob o pretexto de "violação de procedimentos requeridos pelas leis relacionadas às sociedades".
 
A EMI opera através de cinco sociedades registradas: Instituto Bíblico Emmanuel Samiti, Emmanuel Anath Ashram (orfanato), Sociedade da Escola Emmanuel, Emmanuel Chikitsalaya (hospital) Samiti e Comunidade de Cristãos Emmanuel. A EMI lidera um movimento da igreja nativa recebendo ajuda da Hopegivers Internacional, uma organização para trabalho humanitário e educacional, com base na Geórgia, que atende mais de 10 mil crianças.
 
Uma delegação do Conselho Geral dos Cristãos da Índia liderada pelo secretário geral John Dayal, também membro do Conselho de Integração Nacional do Governo da Índia, que esteve em Kota, entre 18 a 20 de março, culpou o governo estatal governado pelo Bharatiya Janata Party (BJP), um partido nacionalista hindu, por pressionar a administração de Kota na perseguição dos funcionários da EMI.
 
As tensões começaram em 25 de janeiro, quando M.A. Thomas e seu filho receberam ameaças de morte anônimas, advertindo-os a não realizar a cerimônia de graduação anual para centenas de órfãos e estudantes dalits cristãos em 25 de fevereiro. A cerimônia foi adiada por causa das ameaças e ataques.


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