Presidente da EMI é colocado em cela isolada

| 06/04/2006 - 00:00


A justiça ordenou que o reverendo Samuel Thomas, presidente da Missão Internacional Emmanuel (EMI, sigla em inglês), fosse colocado em uma cela separada dos outros internos, extremistas hindus, alegando conspiração para atacá-lo.

O reverendo Samuel foi levado em custódia judicial para a Penitenciária Central no distrito de Kota, Estado de Rajasthan. Oficiais da EMI disseram que fontes informaram que membros de grupos extremistas que estavam detidos por casos ligados com a violência anticristã estavam tramando algo contra Samuel.

O advogado de Samuel Thomas, Mohammad Akram, disse ao Compass que ele tinha apelado à Corte para que seu cliente tivesse uma cela separada dos outros.

"O Chefe Judicial enviou Samuel à custódia judicial em cela separada", disse Akram.

O presidente da EMI foi preso no dia 16 de março, em Noida, Uttar Pradesh, em ligação com a distribuição de um livro polêmico intitulado "Verdade ou Realidade", que denigre a religião hindu e seus adeptos. Ele foi inicialmente mantido sob custódia policial para interrogatório por cinco dias.

Sem fiança

Em 20 de março, sua prisão preventiva foi estendida por mais três dias, e se prorrogando por mais três dias, até 24 de março, e depois até o dia 10 de abril.

Oficiais da EMI também foram informados pelas mesmas fontes que extremistas hindus tramavam uma conspiração para acusar injustamente Samuel de envolvimento com tráfico de drogas. As fontes disseram que os casos recentes poderiam ser usados contra Samuel caso fosse concedido fiança a ele.

O pedido de fiança foi feito, entretanto, não chegou a haver audiência devido à greve de advogados na corte.

A Suprema Corte de Rajasthan negou a fiança ao administrador da Faculdade Bíblica EMI, V.S. Samuel, e ao universitário Vikram Kindo, em 20 de março. Eles também foram presos em ligação com o polêmico livro. Entretanto, a corte concedeu fiança à R.S. Nair, chefe operacional a EMI, um hindu.

O Estado por trás dos ataques

Em uma carta ao primeiro-ministro Manmolahn Singh, uma delegação da Conselho Geral dos Cristãos da Índia (AICC, sigla em inglês) teria concluído que os mecanismos do governo, incluindo a justiça, foram pressionados politicamente pelo partido extremista BJP em oposição aos cristãos no distrito de Kota.

A delegação disse que o ministro da previdência, Madan Dilawar, estava por trás dos ataques aos cristãos em Kota. John Dayal, o secretário geral do AICC e o líder da delegação, disse que assim que a BJP assumiu no poder em 2002, inquéritos clandestinos foram lançados contra todas as instituições da EMI. Um departamento do governo que lida com o cadastramento de sociedades e organizações assistenciais as sujeitou a condicionamentos severos e a auditorias financeiras.

O Registro de Sociedades revogou os registros das instituições EMI no dia 20 de fevereiro, sob pretexto de que eles teriam violado os procedimentos requeridos pela lei. As contas bancárias das instituições da EMI foram congeladas.

Extremistas hindus teriam oferecido, em 3 de março uma recompensa de 26 mil dólares pela cabeça de Samuel Thomas e a mesma quantia pela de seu pai, o arcebispo M. A. Thomas, fundador da EMI.

As tensões em Kota começaram em 25 de janeiro quando o arcebispo Thomas e seu filho receberam ameaças de morte anônimas, alertando-os a não realizarem a cerimônia anual de graduação de centenas de órfãos e estudantes cristãos da etnia dalit, marcada para o dia 25 de fevereiro.


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