Cristãos da etnia hmong continuam a sofrer perseguições

| 06/04/2006 - 00:00


Documentos recém-publicados pelo Centro de Liberdade Religiosa, da Casa da Liberdade, relatam que o governo vietnamita continua a oprimir os cristãos hmong. Isso acontece a despeito do progresso obtido na liberdade religiosa.

Um documento oficial chamado "Plano de designação de forças para lutar e controlar os indivíduos que realizam propagação religiosa ilegal" foi entregue ao Centro por "fontes confiáveis" no Vietnã. Esse documento, originário da província de Ha Giang, com data de 9 de dezembro de 2005, lista os nomes e endereços de 22 líderes cristãos procurados pelas autoridades.

A entidade também recebeu relatos de que, em certos lugares das províncias do noroeste, os cristãos hmong não têm direito a documentos de registro se escreverem "cristão" no campo "religião" dos formulários de solicitação de documentos.

Segundo o Centro, os cristãos da Vila Ma Sao, na província de Lao Cai, receberam documentos de registro, em novembro de 2005, com a seguinte marcação no campo "religião": "TLTP", que quer dizer "protestante ilegal".

Há muito tempo o Vietnã chama a atenção por suas violações à liberdade religiosa. O país faz parte da lista de Países de Preocupação Específica (CPC, sigla em inglês), elaborada pelo Departamento de Estado dos EUA. O Vietnã também ocupa a sétima posição da Classificação de países por perseguição - a lista dos piores perseguidores de cristãos do mundo, publicada pela Portas Abertas.

Em novembro passado, a Casa da Liberdade divulgou fotos com evidências de cristãos hmong sendo torturados pela polícia vietnamita. Os policiais forçavam os cristãos a renunciarem a sua fé.

O Centro afirma que os documentos recentes, junto com as provas de tortura de 2005 na província de Dien Bien, mostram que o Vietnã continua a violar a "Instrução Especial sobre Protestantismo", emitida pelo primeiro ministro em 4 de fevereiro de 2005. A Instrução "declara ilegal tentativas de forçar as pessoas a seguir uma religião ou a negar a sua religião". Esse também foi um compromisso-chave que o Vietnã assumiu em maio de 2005, no acordo de religião com os Estados Unidos.

O embaixador norte-americano no Vietnã, Michael Marine, disse, no dia 16 de março, que os EUA pensavam em remover o Vietnã da lista de CPC. Ele disse que o país libertou alguns prisioneiros detidos por seus credos religiosos, e permitiu que algumas igrejas banidas pudessem reabrir.

"Esses relatórios contradizem a declaração do Vietnã de que interrompeu a repressão religiosa", disse Paul Marshall, do Centro de Liberdade Religiosa. Ele diz que o Departamento de Estado só deve tirar o Vietnã da CPC quando o país cumprir sua promessa de acabar com as renúncias forçadas, punir as autoridades que violam esse compromisso e der reconhecimento legal às centenas de igrejas hmong nas províncias do noroeste.


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