Líder protestante alemão fala sobre a sharia

| 31/03/2006 - 00:00


O bispo Wolfgang Huber, importante líder protestante alemão, recebeu com alegria a libertação do cristão Abdul Rahman no Afeganistão. Mas, apesar da boa notícia o problema básico permanece: a aplicação da lei sharia nos casos de conversão contradiz os direitos humanos universais, disse o bispo.

Mesmo que Abdul Rahman tenha conseguido asilo em um país ocidental, ele não poderá se reunir a sua família. Esse foi, afinal, o principal motivo para que ele voltasse ao Afeganistão, salienta Wolfgang Huber, o maior representante dos 25,8 milhões de protestantes na Alemanha.

Abdul Rahman se tornou cristão há 16 anos, quando trabalhava para uma agência de ajuda humanitária cristã no Paquistão, e viveu na Alemanha por nove anos.

Depois de sua conversão, sua mulher pediu o divórcio. Como ele não conseguiu obter status de imigrante na União Européia, retornou ao Afeganistão em 2002. Quando ele tentou reaver a custódia de suas filhas de 13 e 14 anos, acabou sendo preso por apostasia.

Esse é um crime punido com a pena de morte sob a lei islâmica sharia, que faz parte da constituição afegã. Abdul recusou-se a abrir mão da fé cristã perante a corte.

Líderes políticos e religiosos internacionais apelaram para o presidente Hamid Karzai pela libertação de Abdul. Finalmente, as acusações foram retiradas. Oficiais de justiça questionaram a saúde mental de Abdul. A lei sharia não permite que pessoas com distúrbios mentais sejam punidas.

Abdul Rahman, 41, saiu da prisão no dia 28 de março e desapareceu. A Itália ofereceu-lhe asilo.

Corredor da morte

Enquanto isso, a Sociedade Internacional para Direitos Humanos (ISHR, sigla em inglês), em Frankfurt, tem chamado a atenção para a situação de outros cristãos convertidos no Afeganistão.

Pelo menos três foram condenados por apostasia e sentenciados à pena capital no ano passado. Segundo a ISHR, eles estão no corredor da morte aguardando a execução.


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